quinta-feira, 23 de julho de 2015

17/07/2015 - A saudade

FB/IG - Julho 2015
Dia normal. Dia calmo, mas de obrigações. Dia de altos e baixos. Dia de sonhos para o futuro. Dia de sonhos passados. A menina sai de casa quase no final da tarde. Precisa comprar uma calça. Precisa ir ao mercado. Precisa ficar a sós com os seus botões. Encontra a calça. Fica feliz. Encontra o que precisa no mercado. Que bom. Resolve passear um pouco pelo shopping. Encontra uma blusa linda que não estava precisando, mas que a deixa tão bonita. Resolve comprar. Decide ver sapatos. Não vai comprar nada, mas qual mulher não gosta de ver sapatos? Experimenta alguns, mas não compra. Continua olhando. Olha mais um pouco e quase no fundo da loja vê um par de sapato que chama sua atenção, Seu coração gela. Ela decide seguir em frente. Vai até o fim do corredor, mas decide voltar. Tem que enfrentar. Não pode fugir. Ela volta. Olha calmamente o sapato. Um tamanco lindo. Não é o seu gosto. Nunca foi. Não sabe se nunca vai ser, mas isto não importa. De repente, ela olha o sapato e vê sua mãe ali do seu lado apaixonada por aquele tamanco. Ela, a mãe, não sabe se deve comprar ou não. Afinal, já tem tantos. Mas é claro que ela irá comprar. Afinal é a sua cara. E então, as duas saem da loja de mãos dadas conversando sobre o que viram, sobre algum assunto pendente, sobre algum plano ou sonho e decidem ir comer algo. No caminho, discordam de algum assunto, mas logo ficam de bem. A mãe pede um café e a menina um sorvete. E ficam horas ali fazendo nada de especial, mas ao mesmo tempo tão importante. E de repente, o circulo se completa novamente e tudo faz sentido por total. Mas mais de repente ainda, alguém pede licença e a menina percebe que ainda está parada ali em frente daquele sapato. Sem sua mãe. Sozinha. Decide ir comer algo. Sente um vazio que infelizmente é um amigo que aparece e some há exatamente 2523 dias. O que dá quase 7 anos de saudades. (Mãe, queria tanto, mas tanto que você estivesse aqui comigo. Com todo mundo. Ia ser tão bom, tão reconfortante, tão ordinariamente especial. Saudades!)

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