sexta-feira, 27 de maio de 2011

A ausência justificada! 27/05/2011

A conversa minha comigo mesma:

E não é que sumi de novo?
Por favor, flor, explica como é que alguém que se compromete a deixar registrado um pouco das suas lembranças e, o mais importante, um pouco da vida das menininhas para deixar para elas de presente no futuro não senta e escreve com mais frequência?
Como?
Explica pra elas, explica. ...
Explica porque senão daqui um tempo no auge da adolescência das fofas irmãzinhas, elas vão achar que nesse período de ausência aqui, você estava se divertindo, ouvindo música, dançando, brincando, ficando à toa, não se envolvendo com elas, etc. O que não é a verdade...
Não que tenha algum mal eu ter deixado esse blog ficar quase um mês sem nos ver por aqui. Um mês não é quase nada, mas é que analisando o ano de 2010 que sumi de vez, não queria correr esse risco de novo. (Será que já me expliquei sobre 2010? Se não, convém explicar para que elas possam me conhecer um pouco mais).
Bem, a verdade é que eu queria ter vindo aqui para pelo menos escrever essas postagens, mas o loucura esse mês de maio:
1) Meu post anterior (29 de abril) deve ser desconsiderado. Bem, não totalmente, mas é que depois, com a aproximação do Dia das Mães, eu fiquei mole de novo e fiquei T-R-I-S-T-E sim. Sei que isso não quer dizer que fiquei mole no sentido de fraca, mas é que estava feliz de estar mais durona na queda, sabe?
2) Ana Julia foi hospitalizada no dia 6 de maio. Coisa séria (até UTI) que deixou a mamãe aqui assustada já que as menininhas são sempre tão saudáveis. Ai, não gosto nem de lembrar... (outro dia explico melhor).
3) Dia das Mães (8 de maio) foi entre visitas no hospital e almoço especial com a menininha maior e a vovó delas (a mamãe do papai.Sei que não preciso falar isso já que minha mãe está no Céu, mas não consigo não me explicar...). Queria também falar do dia de entrega dos presentes do Dia das Mães atrasado. Coisa boa, adorei!
4) Saída do hospital. Queria dizer tudo que senti e que todos nós sentimos. E também acho que seria necessário dizer como foi boa a surpresa de sermos atendidas tão bem em um hospital público em um país como o Brasil. E como fomos parar em um hospital público. Coisa que nunca imaginei.
5) A semana em casa com a Ana Julia. Ah, muito o que falar porque não é só a respeito do fato de estar com ela (o que foi mais importante), mas também de não estar no trabalho. Já falei que queria ser mãe e dona de casa em tempo integral por pelo menos um tempo? Ou pelo menos ser só funcionária meio-período e não chefe?
6) A arrumação da casa que venho fazendo há cerca de dois meses. Arrumação que tem um sério detalhe: o de simplificar, o de mexer com que é velho (no sentido de sentimento) e jogar fora, doar, o que não se encaixa mais nessa nova vida. É sofrível porque estamos na casa que era de minha mãe e que mesmo depois de 2 anos e tantos meses, ainda tem a cara dela. Íamos nos mudar, construir nossa casa, mas não vai dar, então vamos repaginar, começar um novo capítulo. Necessário!
7) Fora que não tinha falado de coisas lá de fevereiro: meus xx anos e o que isso significou para mim. A viagem maravilhosa para a praia. A adaptação não tão fácil da Ana Julia na escola depois do primeiro dia tranquilo. A Ana Luisa e como se sentiu mudando de escola passada a euforia da novidade.  Março: aniversário do Ni, o papai das menininhas, a cirurgia da outra vovó. Abril: a viagem da mamãe das menininhas a trabalho, o segundo corte de cabelo da AJ, as menininhas sendo daminhas em um casamento, a Páscoa e a corrida de ovos que elas tanto amam.
Poxa vida, estou no olho do furacão de novo e começando a me sentir culpada de não estar escrevendo como gostaria (e o pior, já tinha feito uma postagem como essa antes). Então, antes que eu me sinta mais culpada, deixa eu falar um coisa para as menininhas:
A mamãe queria dizer que a gente tem brincado bastante, viu? Posso não ter tempo para escrever como gostaria, mas sempre tenho tempo para vocês quando estamos em casa juntos. Temos qualidade e isso me deixa um pouco mais tranquila. Um pouco. Porque mãe, vcs sabem, quer dizer, vão saber um dia...mãe sempre gostaria de se dedicar mais e mais às suas crias.

P.S  No início da postagem, acabei me chamando de flor (Vocês repararam?). Eu N-U-N-C-A chamei ninguém de flor, que fique claro. Sei lá o que aconteceu.Achei bonitinho e não quis mudar...Então para encerrar: Florzinhas, a mamãe ama M-U-I-T-O vocês!  

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