quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O exagero e a canção de amor exagerada! 02/02/2011


Esses dias uma amiga comentou em um site de relacionamento que estava com o coração na mão porque a filhinha dela de 5 anos tinha ido viajar no fim de semana com a avó materna. Ela estava em dúvida se isso era normal e disse que tinha que trabalhar esse sentimento.
Várias pessoas comentaram que se sentiam daquela forma também, mas que era algo inevitável, pois os filhos crescem e ficam cada vez mais independentes...
Resolvi comentar o que sinto com relação a isso e acabei escutando que era exagerada. Bem, não eu, o que disse, mas se bem que não é quase a mesma coisa?
Não é, não pode ser e eu sei disso porque não sou exagerada, sou só meio controladora e obssessiva (mesmo disfarçando muito bem). Mas, se sou exagerada, é no bom sentido já que não prejudico nem meu foco do exagero. Mas, será que sou?
ai ai ai
Se sou, sou mesmo. Se não sou, estou no caminho?  
Há provas que me levam a acreditar que sim, mas será que sei ser de outro jeito?
Bem, vamos lá:
  • Se faço algo no trabalho, analiso prós, contras, todos os aspectos positivos, negativos, a curto prazo, a longo prazo, etc, etc.
  • Se vou planejar algo, me muno de todas as informações sobre aquele assunto. Quase sempre tenho todas as respostas.
  • Se gosto de um tema, pesquiso até a exaustão só para saber que posso ter todas as opções possíveis. Se é algo importante, a exaustão é pouco.
Pronto, admito, sou exagerada. Mas é importante ressaltar o que já falei antes: não prejudico a ninguém com isso. É tudo na medida aos olhos alheios. 
Mas como fica a mamãe Luciana nesse recém confessado exagero?
Do mesmo jeitinho de antes: loucamente exagerada do bem. Amo, protejo, incentivo a independência, mas tudo POR ENQUANTO aos meus olhos ou aos olhos de quem confio. E como em todos os aspectos de minha vida depois de certas decepções, demoro a sentir confiança. E isso é natural em mim. E se sinto, tenho sempre um pé atrás. Mas não privo minhas menininhas de muita coisa não. Apenas não incentivo certas coisas que não acho apropriado para a idade ou para as regras de nossa família. Não incentivo, prefiro lidar com as coisas à medida que elas acontecem. E em cada família, as coisas acontecem em tempos diferentes, não é? Certo? Errado? Não há. Se eu não falar, ninguém acreditaria nessa minha postura, pois pareço ser bem mais tranquila do que isso tudo aqui. Mas por enquanto, em nossa família, elas não dormem fora de casa, não saem sem a minha presença ou do papai (se a babá sai com elas sozinha, é na quadra de casa apenas), com excessão do vovô Agno (meu pai) quando vai levar ou buscar em alguns lugares ou quando vai na casa dos vovós paternos durante o dia (sozinhas ou acompanhadas) ou a noite (acompanhadas), mas não para dormir. Elas nunca pediram, então não sei como seria minha reação, mas não sei se estaria preparada.
Depois desse dia do comentário "exagerada", ouvi uma música que fala um pouco sobre esse jeito exagerado de amar. Me identifiquei na hora. Virou mais uma de minhas canções de ninar. Mas qual mamãe não ama exageradamente? Acredito que todas. Eu? Bem, eu amo, cuido, planejo, sofro, analiso, penso, etc. tudo exageradamente, mas sempre em silêncio. Ninguém precisa saber disso. Muitos menos minhas lindinhas.Viva a leveza da infância! (E o amor exagerado das mamães por seus filhos).


Um comentário:

lisiê disse...

devo confessar que sou como vc,mas também disfarço bem.rsrs