domingo, 29 de novembro de 2009

Coisas de família: a linda árvore de Natal! 28/11/2009

Todo ano é a mesma coisa. Todo ano é o mesmo ritual.
Mas esse ano temos duas menininhas querendo participar, querendo ajudar.
Quem tem criança pequena sabe da importância desse tipo de ritual, pois são esses tipos de momentos que criam lembranças e vínculos maravilhosos.
Eu tenho boas lembranças dessa época. E quero muito que elas tenham boas lembranças dessa época.
Não vou dizer que está sendo uma época fácil porque simplesmente não é fácil comemorar essa linda data sem minha mãe. Mas posso dizer que tendo por base as lindas lembranças que tenho dessa época, tenho tentado ao máximo não me deixar abater e estar bem por minhas menininhas, por nós e por mim também.
Mas deixa pra lá. O dia de montar a árvore foi de festa. Tinha música de Natal, tinha risadinhas, tinha quase gritos da mamãe (Não! Não sobe aí! Não puxe a árvore! Não puxe as bolas! Não tire a guirlanda da sua irmãzinha! Deixa ela brincar também! Não morda sua irmã! Não sobe no banquinho de novo! Não...Não...Não! rs), tinha papai e vovô, tinha gato por perto, cachorro latindo morrendo de vontade de estar ali bagunçando também, tinha luzes de Natal, tinha panetone para depois, tinha aquela sensação boa de família...
E no fim, a linda árvore de Natal. As lindas luzes. E aquela sensação de paz ao terminar, apagar as luzes da casa e curtir a noite e as luzes de Natal!
Eu amo essa época e espero que minhas menininhas possam também sempre saber da importância, do real significado e que tenham lembranças doces dessa época mágica!

sábado, 28 de novembro de 2009

Coisas nossas! Como voa...! 29/11/2009

Ah, 2009 está chegando ao fim. E como todo adulto, a óbvia constatação: o ano passou voando!
Mas o que tira meu fôlego, é olhar para as minhas menininhas e ver o óbvio que me assusta: como elas cresceram!
A menininha mais velha está tão grande, tão vivaz, cantando tanto, brincando de faz de conta cada vez mais fofos, seu vocabulário me surpreendendo cada vez mais e tendo opiniões cada vez mais fortes, ao mesmo tempo que é a sensibilidade e a doçura em pessoa (mas em particular).
A menininha mais nova... Bem, essa é a grande constatação: não é mais bebê, é uma menininha. Ainda quer colo, ainda tem jeitinho de bebê, mas já anda, corre, sobe, aponta para o que quer, deita no chão quando não tem o que quer (para não dizer que está começando a querer se jogar no chão), tenta abrir a geladeira, e se está aberta corre para pegar água ou banana, já começou a querer morder, já ameaça bater quando a mais velha tenta tirar algo dela, e anda cada vez mais fofa tentando falar, fazer atchim, brincar de esconder, de ser tímida, de fazer biquinho assustada...
Eu só queria que o tempo não passasse para mim, queria ficar bem velhinha, mas sem ficar bem mais velha, sabe?
Eu só queria amar, amar e mais nada...

sábado, 7 de novembro de 2009

Coisas de Ana Luisa! A chuva e a bota! 07/11/2009

Ana Luisa ama a chuva.
Chove, tem que ir ver a chuva, ir para baixo dela.
Quinta a noite, choveu por aqui. E ela começou a me pedir para comprar uma bota da moranguinho de chuva. Ou era rosa? (não me lembro bem porque não prestei muita atenção aos detalhes, confesso.)
De qualquer maneira, o que ficou marcado foi o número de vezes que ela me pediu para comprar essa bota. E a maneira que ela pediu, como se fosse algo de extrema necessidade para sua felicidade. Até seu jeito de falar por favor denunciava essa extrema necessidade.
Ela repetiu isso tantas e tantas vezes e de um jeito tão doce que fiquei até tentada a comprar a tão desejada bota. (será que é porque eu queria uma para mim também?)
Não sei como ou o que aconteceu que ela parou de pedir. (Lembrei: estava na hora de dormir e ela foi tomar banho e ficou brava com alguma coisa, e queria outra coisa, e queria acordar a Ana Julia, e não queria dormir, e queria pão sem casca...essas coisas normais dessa fase doce dos 2, 3 anos...)
Dormimos, a paz reinou (bem pelo menos até umas 2 ou 3 da manhã quando a Ana Julia ameaçou acordar), o Ni acordou, eu acordei, o Ni foi trabalhar e ela acordou. Depois de perguntar do papai dela, olhou para mim e disse:
-Mamãe, vamos comprar a bota de chuva? Viu, tá de dia já...
E agora, aqui estou eu inclinada a sair para procurar a tal bota de chuva para ela.
Mas será que tem também para mim?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mãos atadas: Ana Julia dodói! 04/11/09

Essas aí são as minhas menininhas. Elas são a alegria maior de nossos dias, mas quando uma delas fica dodói, eu fico mais ainda.
São menininhas saudáveis, ativas, alegres, cheias de energia e vontades. Quase nunca ficam adoentadas, então quando acontece, eu fico sem saber o que fazer.
Fico agitada, com medo, quase sem respiração e não consigo nem pensar direito.
Não conseguir confortá-las totalmente me deixa sem chão. Não saber o que fazer para que elas possam sentir-se melhores me deixa um buraco no peito. Não poder evitar todo e qualquer sofrimento me deixa com a sensação de estar com as mãos atadas.
Sei que não vou conseguir protegê-las de tudo sempre, mas essa sensação de querer poder fazer isso ainda me domina.
Quando elas nasceram, eu ficava dia e noite analisando, observando e ligando tudo o que havia lido ou vivenciado à realidade de cada uma. Enquanto eu não decifrei o que poderia fazer para deixá-las mais confortáveis, mais em paz nesse mundo novo fora da barriga da mamãe, eu não sosseguei.
Lembro como se fosse hoje quando percebi o que deixava cada uma delas mais em paz e mais seguras. Lembro dos movimentos, das canções e dos toques que cada uma elegeu ser o que mais a deixava bem. Lembro quando consegui decifrar cada sonzinho, cada choro, cada movimento. Saber o que significava cada coisa me deu um alívio que consigo lembrar até hoje. Lembro da paz que senti quando comecei a conhecê-las melhor e oferecer esse carinho.
Os primeiros dias delas em casa comigo me deixaram aflita e insegura porque ainda não sabia o que fazer para que tudo pudesse ser mais suave para elas. Eu sentia que tinha a necessidade e obrigação de fazê-las se sentir melhor aqui conosco e nunca medi esforços para tal.
Então, quando percebo depois de já grandinhas, que não consigo entender o que está acontecendo, quando não consigo fazê-las se sentirem melhor ou qual o meu papel como mãe para que elas sofram o menos possível, eu fico perdida, eu me sinto mal, eu fico sem saber o que sentir...
O fato é: Ana Julia estava malzinha esses dias. Foi a primeira vez que vi seus olhinhos cheio de vida ficarem apáticos. Foi a primeira vez que ela não queria comer ou beber o que tanto gosta. Foi a primeira vez desde que começou a andar que ela não queria correr por aí, subir, escalar. Não queria nem brincar. Não queria nada daquilo que sabemos que ela tanto gosta e que a deixa tão feliz.
Foram dois dias e meio assim. Não teve febre, não teve diarréia, mas vomitou muito. Está melhor, mas ainda melhorando. Já foi ao médico, já sabemos que não é nada de grave, mas mesmo assim me senti um pouco culpada por não poder poupá-la disso tudo.
Sei que não é esse meu papel de mãe. Sei que tenho que tentar protegê-las sim do que for possível, mas o mais importante é encontrar sempre meios de mostar a elas que em qualquer situação, eu vou estar ao lado delas.
A boa coisa disso tudo é que descobrimos que nossa pequenina fofinha tem pescoço sim e tem mutos ossinhos pelo corpo (o que todos acreditavam, mas nunca tinham visto) .
Brincadeiras a parte, foi difícil, mas foi também gratificante ver a preocupação da irmãzinha maior para com a "nossa bebezinha", como costuma dizer a Ana Luisa.

domingo, 1 de novembro de 2009

Mamãe troféu! 01/11/2009

Bem, deixa eu adiantar uma coisinha: eu quero ter mais um bebê. Não que a vida esteja fácil, mas com todo o suporte que já coloquei em uma postagem anterior, acho que dá para tentar ser feliz dessa forma.
Além disso, sou filha única, não tenho muitos parentes ao redor, perdi minha mãe no ano passado e algo meio abstrato me faz querer mais um (ou mais uma). E quando penso em nossa família, algo me diz para termos uma família grande.
Vamos conseguir dar tudo que gostaríamos para todos? Não sei...
Vamos conseguir segurar as pontas? Não sei...
Vamos ser felizes assim? Ah, vou fazer de tudo para que sim.
Mas algo me preocupa, oficialmente virei troféu aqui em casa. A disputa por mim é algo que não imaginava dessa forma. (Nem na adolescência era assim e olha que eu era até bem bonitinha...)
Mas vamos aos fatos:
As duas se comportam bem, e muitas vezes quando eu chego, acaba tudo. Viram bebês, querem colo, querem minha atenção, brigam por tudo e qualquer coisa.
Alguns podem dizer que é porque trabalho fora e não fico muito tempo com elas. Mas não é. Apesar de trabalhar, fico bastante tempo com elas no dia-a-dia. E isso acontece também nos fins de semana ou depois de horas juntas. Nesses momentos posso ter ficado horas com elas, se vou ao banheiro e volto rapidinho a cena se repete.
É lógico que tem horas que elas estão bem sem mim, mas é só bater o tédio ou terem enjoado da brincadeira que a cena se repete.
Ou então uma está mais carente naturalmente e chega junto dessa forma. A outra vê e corre querendo exatamente o que a outra quer: colo, atenção, a mamãe troféu (ou prêmio de consolação, não sei)
Nessas horas, qual a solução? Ofereço o colo para as duas: uma perna para uma, a outra perna para a outra e tentamos ficar sem disputas, sem empurrões, sem mordidas, sem apertões...
Mas ontem me deu uma dúvida: e quando tivermos três? Como vou fazer? Será que vou dar conta? Será que vai dar muito mais ciúmes?
Ah, mas não vou pensar muito não! Vou ter que esperar para ver porque definitivamente gostaria de ter essa família grande que sempre sonhei ...
Será?