sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Coisas de família: Como? 30/10/2009

Tenho feito algumas considerações e uma delas é tentar entender como mães cuja profissão é ficar em casa, cuidar das crianças e da casa não enlouquecem. Ou melhor, como dão conta? Aliás, como dão conta, mantêm a calma, paciência e têm tempo de qualidade com cada um dos filhos?
Não estou dizendo que isso não acontece, mas tenho me me perguntado muito como se organizam para isso, como lidam com horários de cochilos diferentes, como cozinham, limpam, trocam fraldas, dão banho, cantam, leêm estórias, brincam, vão no banheiro, tomam banho, levam na escola, acordam cada um dos filhos com jeitinho, lidam com birras, manhas e ainda têm cachorro, gato ou peixinho?
Como?
Tenho refletido muito sobre isso por vários motivos. Um deles é que estava lendo uma revista americana sobre mães e filhos (ou para mulheres no geral, não me lembro bem) e tinha uma crônica de uma mãe americana que tem seis filhos de idades diferentes. Ela fica em casa com eles, não tem ajuda e ainda escreve para uma revista? Como assim?
Li a crônica, entrei no site dela, fucei um pouco, adicionei no meu twitter, mas ainda não entendi como ela dá conta. Aliás, ela tem o site, blog, twitter, facebook, etc... Ah, e tem o livro que ela lançou e mais um que está escrevendo...
Aí, compro uma revista brasileira sobre mães/pais e seus filhos e tem uma família brasileira que tem quadrigêmeas bebês. Entro no blog deles, leio um pouquinho, vejo outros blogs e me deparo com uma mãe americana que mora na Alemanha que tem quadrigêmeos de cinco anos. Ela tem uma aupair que ajuda, mas mesmo assim...como esse povo da conta e com qualidade? Como não enlouquece? Como mantém contato com seu eu? (Amo ser mãe, mas ainda sou uma pessoa que precisa de um tempinho para si para poder ser o tipo de mãe que sempre sonhei: amorosa, com paciência, que sabe ensinar, que sabe brincar, que sabe disciplinar com sabedoria, que erra, mas que busca soluções)
Mas então, como elas, que pelo jeito não têm nenhum tempo para si, fazem? Como?
Sabe o motivo desse meu espanto? Eu tenho duas meninas: uma de 3 anos e uma de 1 aninho. Tenho uma babá que vem de manhã/tarde e outra que vem tarde/noitezinha. Estamos morando com meu pai até nossa casa ser construída (então ela dá uma mãozinha quando necessário e fica de olho no que está acontecendo quando eu não estou). Eu tenho meu negócio com uma sócia, então fico de manhã , um pedaço da hora do almoço e um pedaço da tarde no serviço. Temos uma diarista que vem 3 vezes por semana, lava, passa, limpa. Temos um cachorro e uma gato. Meu marido trabalha todos os dias de manhã e de tarde e uma vez por semana ele trabalha a noite também. Ele ainda gosta muito de esportes e joga/treina biribol de 2 a 3 vezes por semana. Ele também vai na academia se exercitar para evitar futuras lesões e ter condições de jogar melhor e no futuro garantir sua saúde. Eu gosto e preciso ler muita coisa para o serviço e para meu crescimento pessoal e como mãe e gosto de escrever também. Mas só tenho um tempinho (e quando tenho) por causa desse suporte todo. E meu marido só pode se exercitar por causa desse suporte todo.
E quem não tem? Como vai ao banheiro? Como toma banho? Como entra em contato com seu eu? Como mantém a paciência e calma tão necessária para lidar com crianças? Como dá banho em uma, organiza o cochilo da outra, troca uma, dá água para outra, brinca de boneca com uma, e quebra-cabeça com outra, canta, dança, lê, etc, etc...
Será que consegue tudo com qualidade? Será que consegue atender realmente cada criança com suas necessidades particulares?
E essas mães americanas ainda tem o serviço doméstico já que ajuda por lá é muito cara (serviço mais fácil que aqui por causa da limpeza natural de lá e da ajuda tecnológica e de produtos, mas mesmo assim, toma tempo). Como dão conta?
Eu mesmo tendo toda essa ajuda, participo, estou junto, levo uma para a escola, fico com a outra sozinha em outros momentos, desenho, brinco de boneca, ensino, dou bronca, faço uma dormir, beijo boa noite, leio estórias, fico à toa com elas, dou atenção maior para uma que está com mais cíumes enquanto a outra fica com a babá (ou o pai ou o avô), depois troco de menininha, depois brincamos todos juntos, mas tenho tempo para ir sozinha ao banheiro, tomar banho, vir aqui escrever alguma coisa, ler, estar em contato com meu eu.
E quem não tem quem ajude, como faz?
Eu sei o caos que é porque só tive a primeira babá em horário estendido quando já tinha a segunda menininha e foi muito bom para a nossa família, para o casal, para a calma e paciência tão necessária. (Adorei poder ir ao banheiro e tomar um banho demorado e sem ninguém batendo na porta [ou me esperando lá dentro do banheiro] depois de taaanto tempo)
E sei bem como é ainda porque há dias que não temos ajuda e lidamos com tudo. Damos conta sim, mas percebe-se em todos aquele cansaço no olhar porque nossas menininhas são umas fofas, mas nessa idade que elas estão haja energia de nossa parte porque da parte delas, vocês que têm filhos, sabem bem como é...
Ainda hei de descobrir como é a rotina dessas pessoas heróicas...

sábado, 17 de outubro de 2009

Coisas de Ana Luisa! O nunca! 17/10/2009

Ela é uma fofa, isso com certeza, mas também uma danadinha como toda criança dessa idade (3 anos e 3 meses).
Sua mais nova aquisição linguística é a forte palavra nunca!
Ela não entende ainda que não devemos usar essa palavra porque a vida prova o contrário quase sempre, mas por enquanto ela a usa para mostrar veementemente o que não quer!

-Ana Luisa, vamos tomar banho?
Ela brincando, assistindo desenho, se divertindo...
-Não, mamãe! NUNCA!

-Ana Luisa, está na hora do almoço, vamos almoçar agora?
Ela lá fora brincando, pulando, se divertindo...
-Não, mamãe! Agora não! NUNCA!

-Ana Luisa, está na hora da gente ir deitar!
Ela brincando, desenhando, se divertindo....
-Não, mamãe! Eu não vou deitar NUNCA!

E tudo seguido de uma cara emburrada, com direito a braços cruzados e olhares furiosos.

Nessas horas, o começo chega a ser engraçadinho, mas com o passar dos minutos, as necessidades se amontoando e o tempo se esgotando, sinto uma impaciência começando a tomar conta de mim e a primeira coisa que faço é contar até 10 (ou 20, 50) e só aí tentar uma outra abordagem.
Se não dá certo, ou a levo na marra (menos para comer porque as consequências podem ser perigosas no futuro) ou deixo para um pouquinho depois, pois ela testa nossos limites sim, mas sua rotina diária a faz entender que as coisas acontecem e sempre acontecem em um certo horário, o que fica mais fácil para lidar com esses nuncas da vida.

Ah, e sempre procuro avisar 10 ou 15 minutos antes do necessário porque aí a impaciência com coisas normais dessa idade não chega tão rápido.

Mas nem tudo são flores e há dias que o teste dos limites é fortes, mas sigo com ela com minha filosofia de vida (não fácil, mas positiva a longo prazo): Posso até ser firme, dura, forte, mas nunca faço com os outros o que não gostaria que fizessem comigo.

E assim passam os dias na vida cor-de-rosa da família das menininhas Ana...
Uns momentos mais alegres, outros de birras, alguns de coisas fofas, outros de...bem, vocês que tem filhos sabem bem o que quero dizer....

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Data especial! 12/10/09

Em homenagem ao nosso aniversário de casamento (igreja e festa) (12/10) uma canção.
Porque as coisas devem ser simplesmente assim: amar alguém do jeitinho que ela é...





Just The Way You Are

Don't go changing, to try and please me
You never let me down before
Don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore
I wouldn't leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are
Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care
I don't want clever conversation
I never want to work that hard
I just want someone that I can talk to
I want you just the way you are.
I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.
I said I love you and that's forever
And this I promise from the heart
I could not love you any better
I love you just the way you are.




Do jeito que você é

Não vá mudar, para tentar me agradar
Você nunca me desapontou antes
Não pense que você é muito familiar
E eu não te vejo mais
Eu não o deixaria em tempos de problema
Nós nunca teríamos chegado tão longe
Aceitei os bons tempos, e aceitarei os tempos ruins
Eu te aceito do jeito que você é
Não vá tentar alguma nova moda
Não vá mudar a cor do seu cabelo
Você sempre teve minha paixão não-declarada
Embora eu não pareça me importar
Eu não quero uma conversa interessante
Eu não quero trabalhar tão duro assim
Eu só quero alguém para conversar
Eu te quero do jeito que você é
Eu preciso saber que você sempre será
O mesmo alguém que eu conheço
O que vai acontecer para você acreditar em mim
Do jeito que eu acredito em você
Eu disse que te amo e isso é para sempre
E isso eu prometo de coração
Eu não poderia amá-lo de forma melhor
Eu te amo do jeito que você é

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um dia especial! O presente (que recebemos) das crianças!12/10/2009

Tem coisa mais gostosa do que um sorriso de criança?
Mas como se explica essa coisa gostosa e gigantesca que sentimos quando observamos o sorriso de alguma criança nossa?
Todas as crianças são de uma energia, astral e carisma sem igual, mas o que sentimos por nossas crias ao vê-las tão felizes é imensurável e inesgotável.
Achamos que as nossas crianças são as mais lindas, mais espertas, mais doces, mais inteligentes, mais carinhosas, mais danadinhas, mais um tanto de coisas, mas no fundo o que acontece é que ao termos filhos realmente entendemos melhor a mensagem de Antoine de Saint-Exupéry: o essencial é realmente invisível aos olhos.
Dizem que o amor pode mascarar muita coisa, dizem que é subjetivo, dizem até que o amor acontece no silêncio, mas quando olho uma foto como essa, não vejo nada de invisível, mascarado, subjetivo ou em silêncio. Vejo meu amor escancarado saindo do meu peito e querendo compartilhar com todos tudo aquilo que sinto e que me faz tão bem!
Minhas meninas me fazem bem! Minhas meninas me fazem mais gente! Minha meninas me deram o presente mais precioso: o dom de aproveitar o momento presente com cada vez mais intensidade!
Obrigada minhas meninas por esse presente tão importante!
E que vocês não percam nunca essa capacidade de sorrir com a alma e o coração e que saibam sempre aproveitar cada segundo da vida de vocês!