domingo, 23 de agosto de 2009

Coisas de nossa família! A família da filha única! 23/08/09

Sou filha única. Não por opção minha ou de meus pais. Assim foi e na época nada pôde ser feito diferente.
Quando era menininha pedia um irmãozinho (ou irmãzinha, não me lembro bem) e até lembrava disso em minhas orações de boa noite, mas com o passar dos anos, me esqueci disso e vivi muito bem sim mesmo sendo filha única.
Ser só tem suas vantagens e desvantagens. Aprendi a ter prazer em minha companhia, a ser independente, a ler, escrever, sonhar, construir castelos, habitar neles, mas também lutar para ver meus sonhos realizados. Mas ter o foco só em você é um grande peso mesmo que seus pais tentem não demostrar isso. E tudo se torna mais superlativo quando seus pais tentam te educar de forma que não haja espaço para ser taxada de mimada ou qualquer coisa do gênero.
Mas gostei de ser filha única. Gostei de minha infância e juventude. Foi só na maturidade que comecei a lembrar de novo o quanto seria bom ter irmãos. E por vários motivos.
Irmãos são pessoas que conhecem suas estórias, fracassos e sucessos e é muito bom ter alguém com quem contar quando a memória se torna um pouco falha. Quando ficamos mais velhos, os amigos diminuem em quantidade e as reuniões familiares começam a ficar mais interessantes. Ao ter filhos, a vontade de ter muitos sobrinhos e sobrinhas por perto começa a crescer e aí a vontade de ter irmãos volta a crescer novamente.
E o que uma filha única faz ao sentir tudo isso? Decide que ter uma família grande não parece assim tão ruim.
E assim, nasceu a vontade de ter um bebê, mais um bebê e quem sabe um outro bebê (tomara que dê tudo certo). E que bom que encontrei alguém que se sente assim também.
E assim é o nosso núcleo familiar mais próximo:
Eu, o meu Ni, a nossa menininha mais velha, a menininha mais nova e meu pai. Sim, o meu pai.
E ele vai conosco aonde formos. E o Ni mais do que entender essa necessidade minha, a aprova também. Depois que minha mãe faleceu, ele é nosso, como eu fui um dia dele e de minha mãe.
E quem sabe, se tudo der certo, ano que vem ou ainda no outro nós tenhamos o privilégio de ter mais um bebezinho para ser feliz aqui conosco!
Eles são parte essencial do que consigo entender por felicidade.
Cada um de uma forma diferente, cada um com seu jeito, mas cada um parte real do meu eu.

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