quinta-feira, 28 de maio de 2009

Carta para minha bebezinha! 27/05/09

Minha pequena,

Dia 27/05/09, você completou 8 meses. E como sempre, paro para pensar em como o tempo voa para quem tem filhos.

O primeiro mês, não vou mentir, parece que demorou uma eternidade. A gente se adaptando a você e você, coitadinha, se adaptando a nós. Não deve ser fácil ter um lar quentinho e tranquilo por 9 meses e de repente estar às voltas com tanta agitação, com tanta coisa diferente. Tudo era novidade para você e acredite para nós também. Por mais que já tínhamos tido uma bebezinha dois anos antes (sua linda irmãzinha Ana Luisa), cada bebê é diferente e frágil e desperta em todo mundo todo o cuidado possível. Mas fizemos o possível e o impossível para você não sentir tanto esse ajuste difícil. A gente te embalava, te envolvia no abraço, no cueiro, e no que mais desse para você sentir aquele conforto apertadinho da barriga da mamãe. A gente cantava para você e te segurava quentinha no colo o máximo que podíamos, tudo para você ter certeza que aqui era um lugar gostoso. E o mais importante, cheio de gente que te amava, ainda te ama e para sempre vai te amar!

O segundo mês foi bem mais fácil para todos e você já esboçava no olhar e em seu rosto que as coisas já estavam mais fáceis. Já olhava prestando muita atenção! Seu olhar nessa época era como um sorriso para mim!

O terceiro mês foi perfeito. Você já interagia bastante, já sorria bastante, já vivia mais seus dias sem ficar dormindo tanto quanto antes! Se estava de bruços já virava para ficar de barriguinha para baixo. E tudo isso mesmo antes de completar 3 meses. Foi nesse mês que fomos viajar para passar o Natal em Bonito. Foi tudo tão gostoso! Amamos ter viajado com vocês!

O quarto mês foi o começo do despertar para tudo. Já virava e levantava bem o pescocinho para ver o mundo e já tinha descoberto seu lindo pezinho. Ele virou seu brinquedo favorito (tudo isso mesmo antes de completar 4 meses).

Quando você completou 4 meses e assim iniciou seu quinto mês nesse mundo conosco, tudo começou a passar mais rápido ainda. Parece que foi literalmente ontem que você sentou pela primeira vez no carrinho. Você estava começando a usufruir mais e mais da sua pequena independência.

No final do sexto mês, ainda com 5 meses (um dia antes de você completar 6 meses) você começou a engatinhar. Minha lindinha, tenho que dizer que depois disso, as coisas nunca mais foram as mesmas por aqui. Você tinha começado literalmente a bater suas lindas asinhas de bebê. Exatamente como a sua linda borboletinha!

No início do sétimo mês ( quando tinha recém completado 6 meses), você ficou em pé no seu bercinho. Aí percebemos realmente que você estava crescendo muito rápido e que já tínhamos que abaixar o estrado do seu berço. E no final desse mês já subia apoiada nos móveis. E minha linda, acho que você não percebeu que tinha só 6 meses (quase 7) porque vivia querendo fazer isso! Você estava querendo bagunçar junto com sua irmã, estava querendo tirar os dvds da estante igualzinho sua irmãzinha também já fazia nessa idade!

No início do oitavo mês com você aos 7 meses engatinhando para todo lado, senti saudade de minha bebezinha, pequenininha, frágil, quietinha, mas fiquei muito feliz por suas conquistas. E sabe por quê? Porque estava estampado em seu olhar, em seu sorriso e em seu corpo que tudo aquilo era extremamente fascinante para você. No final desse mês, aos 7 meses (quase já fazendo 8) você começou a soltar as mãos um pouquinho depois de subir apoiada em algum lugar ou pessoa. Você estava feliz da vida em testar seus limites. Começou também a levantar sozinha, sem apoio! Fazia isso, caía rapidinho, levantava de novo, tentava soltar, caía de novo, mas sempre feliz e nunca desistindo. Ah, e eu me esqueci, você já aplaudia seus feitos, já batia palminhas, já ficava extasiada com tudo isso. Na última semana do seu 7 mês, você soltou as mãozinhas e ficou 10 segundos sozinha em pé. Parece que o tempo parou naquele momento para você mostrar sua façanha a todos. Dava para ver a imensa alegria em seu olhar!

Dia 27, você fez 8 meses. Iniciamos o nosso caminho juntos nesse nono mês. No final desse período você fará 9 meses e daqui uns dias, quando eu menos esperar, será o seu primeiro aniversário. Sei que ainda faltam 4 meses para isso, mas do jeito que as coisas vão indo parece que se eu piscar já vai ser esse belo dia de comemoração!

Minha lindinha, espero que esse novo mês seja como sempre tem sido: de muitas alegrias, de muito caos, de muito cuidado com você e sua irmã, de muitos tombos, de muitas tentativas, de muito aprendizado, de muita disputa por espaço, de muita saúde, de muita bagunça e de muita paz no coração em agradecimento pela vida de vocês.

Não me lembro de ter escrito uma carta assim a cada mês que você passou, mas acredito que resolvi escrever agora porque senti a necessidade de expressar meus sentimentos e de uma certa forma dar adeus ao meu bebê e dar boas vindas à minha menininha que a cada dia toma mais forma, cor e som.

Ana Julia, todos nós amamos você ontem , hoje e sempre! Amamos o bebê que você ainda é, amaremos a menininha que se tornará, amaremos a mocinha que um dia será e amaremos você quando for adulta!

Sempre e para sempre! Nunca se esqueça disso!

Beijos de todos aqui de casa: a mamãe, o papai, a irmãzinha e o vovô Agno. Sua vovó Jaci iria estar muito feliz de te ver tão feliz assim!

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Coisas de nossa família! A "amiga" da Ana Luisa! 25/05/09

Quem tem dois filhos (ou mais) sabe que quando um deles é bebê, todo cuidado é pouco!

Cuidado no sentido do perigo do mais velho machucar o mais novo e cuidado para que não haja ciúme demasiado (pois não haver ciúme é como não gostar de dia com sol)

Ana Julia tem agora sete meses. Engatinha para todo lado, sobe apoiada nos movéis, e até tenta ficar em pé por alguns segundos. Resumindo, quer liberdade, quer movimento, quer poder ir para lá e para cá.
Ana Luisa tem dois anos e 10 meses. Quer controlar tudo e todos. Quer que o mundo gire ao seu redor (quer e acredita nisso). Quer que todos façam exatamente o que ela acha que devem fazer!Ana Julia ama a irmã! Quando a vê sorri, grita de felicidade, quer ficar perto, quer ver o que a irmã está fazendo!
Ana Luisa ama a irmã! Quando a vê, sorri com o corpo, com os olhos e com o coração! Pode estar emburrada, pode estar não querendo acordar, tomar banho ou o que for, quando a vê, concorda com tudo!
Aí temos Ana Julia e Ana Luisa juntas na maior parte do dia. As duas se amam, não duvido disso, mas enquanto a mais nova quer liberdade para experimentar, a mais velha quer que ela fique perto e quietinha como era alguns meses atrás! Quer carregá-la no colo, quer brincar com ela (e de uma maneira nada recomendada para um bebê) e tolhe seus novos e esperados movimentos. Aí temos conflito!

Uma de um lado reclamando, a outra de outro lado chorando! E o que fazer? Aliás, o que fazer é fácil (se envolve perigo é fácil achar a solução), mas o como fazer, deve ser bem pensado para não parecer que estamos protegendo uma ou outra.

Pois bem, mas ontem aconteceu um conflito que merece ser contado:

Estavam no berço da Ana Julia as duas. Brincando, sorrindo e se divertindo. Linda cena de se ver! (Aliás, as fotos acima são desse mesmo dia). Tudo estava bem quando de repente, Ana Luisa resolve brincar de cavalinho na Ana Julia (exatamente como ela faz no seu papai) e aí o caos se instalou.

Tirei a Ana Julia de baixo dela, expliquei que não poderia brincar assim porque isso poderia machucá-la muito. Aí ela (a mais velha) começou a chorar, depois a mais nova começou a chorar também (acho que pela confusão), logo em seguida a mais velha desceu sozinha do berço, eu fui tirar a Ana Julia, mas ela não deixou que a irmãzinha fosse retirada. Aí, chorando e dizendo bem alto, quase gritando (para não soar tão feio dizendo que estava aos berros) disse que a Ana Julia tinha que ficar ali. Aí, a mais velha quis subir e eu disse a ela que poderia subir sim, mas que não poderia brincar de cavalinho com a irmãzinha. A mais velha foi ficando cada vez mais brava comigo, a Ana Julia já estava aos berros nesse momento e por fim, eu tirei a Ana Luisa do berço, coloquei no chão, olhei nos olhos dela e fui firme:

-Não pode brincar assim com sua irmã! Machuca!
-Machuca não!
-Machuca sim!
-Machuca não!
-Se você for brincar assim, ela vai ter que ir para outro quarto!
-Otro quarto não! Vo subi agola!
-Ana Luisa, você não pode subir e não pode falar assim com sua mamãe!
-Pode sim! (Pera aí, pode sim subir ou falar assim com a mamãe? pensei)

Aí, tirei ela a força do berço. Levei para o outro quarto (e a Ana Julia nesse momento chorando no berço), e comecei a explicar que não devia gritar com ninguém, que tinha que obedecer, etc,etc. Ela nem me escutava, fica gritando:

-Papai! Papai! Papai! (agora, tudo é o papai!)

Chamei o Ni que estava longe em outra parte da casa. Ele veio, perguntou para ela o que tinha acontecido e ela explicou mais ou menos assim (não entendi muito bem porque o choro era maior):

-Papai, mamãe bigô cumigo!
-Por que ela brigou com você Ana Luisa?
-Mamãe bigô cumigo papai! (E lá foi ela querer abraçá-lo)
(Eu não deixei o abraço e pedi a ela que explicasse o motivo de eu ter brigado com ela)


Ela aos prantos disse algo assim:
-Ana Julia (e um monte de outras coisas que não entendemos)...brincá (e um monte de outras coisas que não entendemos)...ela é minha amiga papai!

Quando escutei isso, meu coração afrouxou! Minha menininha mais velha contando que estava brincando com a irmãzinha, que era amiga (o que para ela significa gostar muito!) ,me deixou boba de felicidade! Queria esquecer tudo e dar uma abraço apertado nela, mas sei que não podia ainda.

Não nos deixamos afetar por isso (difícil, mas necessário) já que uma lição ela teria que entender e continuamos. Contei o que aconteceu e aí o Ni disse:

-Você pode brincar com a Ana Julia sim! Sempre que quiser, mas era perigoso o que você queria, podia machucar ela e você. Mas o mais importante agora é que você não pode gritar com a mamãe e nem com ninguém, você deve obedecer a mamãe sempre Não pode brigar com ela desse jeito, não pode gritar, tem que conversar! E quando briga e grita, tem que pedir desculpa, não é mesmo? A mamãe gosta tanto de você!

Ela estava brava, séria, aí de repente, me olhou. Eu fui perto dela e ela me abraçou, chegou perto do meu ouvido e disse:
-Dicupa mamãe!
E eu só disse:
-Desculpo sim!
E acrescentei:
-Vamos lá dentro todo mundo jantar?
E ela:
-Oba! Vamu! Cade a Ana Julia?

E lá fomos nós e eu mais feliz do que nunca por ela ter chamado a irmã de amiga! Que isso seja sempre a realidade! Que briguem, que tenham problemas, mas que saibam que podem contar uma com a outra!

P.S. As crianças citadas nessa estória não sofreram maus tratos de qualquer espécie. Enquanto as duas brincavam no berço, uma adulta (eu) estava lá o tempo todo! E enquanto a conversa com a mais velha acontecia, a mais nova estava sozinha no berço sim, mas berço este que fica a um metro de onde estávamos e que tem um estrado que já foi rebaixado para evitar acidentes! E ela estava bem, brincando com seus brinquedos! :)

domingo, 24 de maio de 2009

Coisas de nossa família! Os bichinhos de estimação! 24/05/09

Temos aqui em casa dois bichinhos de estimação: Bonnie e Clyde. E qualquer semelhança NÃO é pura coincidência.

Bem, antes de explicar o óbvio deixa eu apresentar nossos bichinhos:

Bonnie é um labrador preto apenas um mês mais velho que a Ana Julia. Ele veio para nossa casa no dia 04/10/08 quando a Ana Julia tinha apenas uma semana de vida. Até hoje não sei porque decidimos abrir nosso lar para um cahorrinho nessa época, mas já fazia um tempo que queríamos muito um cachorrinho e ele apareceu bem nessa época e pareceu perfeito levá-lo de presente para a Ana Luisa.

Antes do Bonnie, nos tínhamos o Zulu, outro labrador preto que faleceu precocemente (4 anos apenas) e nos deixou de coração partido. Nós o amávamos muito! Era um grande companheiro de todos. E eu tinha especial adoração por ele!

Lembrávamos apenas do lado bom de se ter um bichinho e havíamos esquecido o que é realmente ter um bebê cachorro em casa (e logo quando tínhamos um bebê de verdade tão novinha), mas os dias foram se seguindo e pouco a pouco as coisas foram se ajeitando (lembrando que ainda estão se ajeitando. Alguém já leu Marley e eu?). Bem, ainda não o amamos como amávamos o Zulu, mas estamos ainda tentando não comparar já que na época do Zulu não tínhamos tido ainda a grande experiência de termos nossas menininhas em casa. Tudo o resto da vida fica tão menor depois de termos filhos, não é?

Aí, um belo dia apareceu em frente de casa um gato preto e branco que se mostrou um grande cara-de-pau. Apareceu, ficou perto, miou pedindo algo para comer e beber, sentou perto da gente e ali ficou. No dia seguinte a mesma coisa e no outro também. Ficava na frente conosco, entrava quando alguém entrava e quando vimos a Ana Luisa já o tratava como se fosse de casa e não queria deixá-lo ir embora. E quando percebemos ele já era nosso!

Não sabíamos que nome dar e então um dia o Ni falou: "Já que temos o Bonnie, ele vai ser o Clyde. Uma dupla do barulho!". E assim ficou nosso clã de estimação. Como no filme só que ao invés de um homem e uma mulher, temos dois rapazes em casa.

Nesse meio tempo os dois já até convivem no mesmo ambiente, mas ainda não são grande amigos. A Ana Luisa judia sem parar do gatinho, mas ainda foge do grandalhão e estabanado do Bonnie. O gato continua abusado, mas foge da Ana Luisa. De vez em quando ele a "ataca" depois de umas agressões por parte dela, mas ainda é algo "amigável". Mas se eu fosse ele, já teria fugido da sádica faz tempo, mas ele sempre fica por perto. Acho que no fundo ele sabe que ela o ama, do jeito dela, mas ama. A Ana Julia ama ver os dois, fica alegre, bate palma, não tira o olhar deles, mas ainda de longe como deve ser para um bebê.

Nós os adultos ainda estamos às voltas com o pensamento em ração, veterinário, gastos, sujeiras, destruição do que tiver pela frente, lambidas, pulos, pedidos insistentes para entrar em casa e ficar junto de todos nós. Bem, tudo isso mais com relação ao Bonnie, o labrador carente e piduncho (novamente, alguém já leu Marley e eu?). Mas coitadinho, ele a-i-n-d-a não teve a chance de ganhar nosso coração como merece. A competição agora é dura para qualquer bichinho aqui em casa: temos duas menininhas que são tudo em nossas vidas!

Mas sabemos da importância de se ter um bichinho na infância: eu ainda me lembro de todos os meus primeiros amores e o Ni também! Espero que nossas menininhas possam ter o que nós tivemos em nossa infância: grandes companheiros!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Coisas de Ana Luisa! A felicidade! 22/05/09

Terça-feira, dia 19 de maio de 2009, fomos passear em família (apesar de todo e qualquer probleminhas que iríamos ter com a Ana Luisa nessa fase). Queríamos ir à Exposição Agropecuária de nossa cidade levar nossas meninas para ver um pouquinho desse mundo.

Bem, a parte de arrumar a Ana Luisa foi complicada, embora ela tenha concordado com tudo a princípio:
Ela teria que colocar meia, tênis ou bota (o que ela preferisse), teria que ir de calça e usar a blusa nova que a mamãe tinha comprado (de frio, mas com jeito de camiseta pata tentar fazer com que ela usasse)

Como conversamos que para ir teria que ser assim, ela colocou e ficou feliz com a possilibidade de ver os bichinhos, pois estava extasiada com tudo. Mas cinco segundos depois já começou a querer tirar a meia e bota (muito petada, muito petada). Tá, então vamos tentar o tênis, mas foi outra guerra (muito petado, muito petado). Fora o choro, a birra, a manha, a tentativa de nos convencer do que ela não queria!

Por fim, ela calçou a bota sem meia e sob protestos foi para o carro. E nesse meio tempo, todo mundo estressado com tudo. E por causa de algo que na nossa inocente cabecinha de adulto seria tão simples!

No caminho, mais choros, mais manhas, mais protestos sobre o porquê de ela não querer ir de bota. (muito apetado, muito apetado)

Até que eu irritada falei: "Chega! Então, tira a bota agora, mas na hora que chegarmos tem que colocar! Ela ficou irritada porque disse que não colocaria meia e eu falei: "Então tá, sem meia, mas com bota!

Aí, ela ficou um doce! Ficou explicando para todo mundo do carro que a bota estava apertada e que agora sem a bota, tudo estava bem! Mas seria essencial nesse momento da estória, eu poder mostrar o rosto dela dizendo isso. A sobrancelha arqueando, a virada de rosto para o lado e a doçura de expressão e voz!

É lógico que quando chegamos, o estresse começou tudo de novo (mamãe, não quelo colocá bota, não quelo colocá meia, muito apetado tudo...), estávamos irritados, mas resolvemos deixar de lado, principalmente porque ela ficou tão, mas tão maravilhada, tão feliz, tão alegre, tão espantada, tão admirada de tudo ao ver a roda gigante de longe que parece que ainda escuto sua doce vozinha dizendo assim que chegamos:

"Mamãe, papai, vovô...estou tão felize!
Estou tão felize!
Gente, tô tão felize"

E ao som de seu suspiro ao dizer isso repetidamente e repetidamente lá fomos nós e ela (de chinelo rosa)! Feliz da vida!


P.S. Se algum dia você nos vir por aí e estiver frio e mesmo assim ela estiver de chinelo, não se assuste: Não faz frio ao sul do Equador da Ana Luisa!

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Coisas de Ana Luisa! A fase! 20/05/09

Ana Luisa está em uma fase que muitas vezes preferimos ficar em casa a sair com ela. Deixa eu explicar para não parecer crueldade:

Ela está feliz, de repente algo acontece que não é do agrado dela e ao invés de ficar triste, fica brava, chora, fala alto, grita, se desespera às vezes.
Ela acha que pode tudo sozinha, não precisa de ajuda, finge que não escuta, não quer usar meia, tênis, sapato, bota porque tudo aperta. (Muito petado mamãe, muito petado) Até blusa de frio! E o pior é que está frio agora! Não deixa mais escolhermos as roupas dela.
Quando ela quer algo, não muda de ideia, não se deixa distrair com outras coisas como antes e não esquece!
Ela quer tudo e mais um pouco e fica brava se não tem o que quer!
Ela já havia passado por uma fase assim um pouco antes de completar dois aninhos. E como sei da fase "terrible twos", nos munimos de informações, de táticas, de paciência e passamos por essa fase. Tudo se ajeitou.
É lógico que havia conflitos, dificuldades, mas não saía do controle, nem nos deixava a sensação de vazio por não saber o que fazer direito!

E assim foi durante o final do primeiro ano, durante a gravidez, no começo dos dois aninhos, no nascimento da irmã e nos primeiros meses da irmãzinha aqui conosco. Tudo sob controle. Não fácil, mas sob controle!

Mas agora, ela está mais "adolescente" do que nunca. Tem opiniões cada vez mais dela, tem vontades cada vez mais dela, quer fazer tudo sozinha e do seu jeito, etc. E tem feito coisas que nos deixam com receio: subir em tudo que puder, pular, escalar, e se divertir muito com isso! Quanto mais alto for, mais feliz ela fica! Quer ir ao banheiro sozinha, se limpar sozinha, tudo sozinha! Quer comer sozinha, contar os alimentos sozinha, preparar as coisas sozinha! E tudo do jeito que ela acha que deve ser!

Sei que tudo isso é normal, faz parte da fase, mas o problema está em como ela está agindo para tentar conseguir o que quer:
Choros e mais choros (como diz o Ni: Vai desidratar qualquer dia);
Birras;
Manhas;
Ameaças de bater;
Gritos;
Dissimulações ("Mamãe, tá muito apetado, tá muito caloi (calor), tá muito duro (para comidas que não quer), tá muito fedido, tá muito..." E por aí vai!);
E o pior, não está querendo obedecer!

Não sei se é coincidência, mas tudo isso começou há pouco tempo atrás, mais especificamente depois que a irmãzinha começou a dar sinais de ser gente e ter mais vontades e habilidades. Mais especificamente ainda quando começou a engatinhar, a subir nos moveis e a interagir mais de fato! Não sei se essa foi a forma de competir, mas não creio que ela precisasse disso já que sempre e desde o princípio tomamos todos os cuidados para não deixá-la de lado em hipótese alguma. Mas nunca sabemos o que se passa na mente e coração humano. Além de que ela ainda está naquela fase dos dois anos!

NÃO sou a favor do bater (se ela não pode bater, como vamos dar o exemplo?), do gritar (se ela não pode gritar, como vamos dar o exemplo?) do ameaçar, do instigar medo do desconhecido, do mentir (tudo que adulto não pode fazer também),mas somos SIM a favor dos limites! Tenho procurado dizer não quando é realmente necessário e não em qualquer e toda situação por capricho do adulto, tenho procurado manter esse não e não voltar atrás (mesmo com choros, gritos e afins. Mas em casa tudo se ajeita, mas e quando estamos em público?), tenho procurado chamá-la em um quarto só nós duas e não sairmos de lá até ela se acalmar e pedir desculpas para mim ou quem quer que tenha sido alvo de sua fúria, descontrole ou desobediência (pedir desculpas apenas se ela tiver feito algo que não é correto perante nossas regras, ou perigoso para ela ou irmã, mas a irmã também tem que se desculpar quando faz algo "errado" como puxar o cabelo, derrubar coisas da mesa de propósito. Fazemos isso porque ela entende que tudo é para todos, não entende que a irmã tem apenas 7 meses)


Enfim, tenho tentado ter paciência, pulso firme, tenho brincado com ela, gastado energia, lido estórias, etc, como sempre fiz. Confesso que tenho ficado um pouco desanimada com suas atitudes porque por mais que tentamos agradar, fazer o que ela gosta e precisa nessa fase, sempre tem algo que vai fazer com que ela se "rebele". Sempre! Em casa, na rua, no quarto, no banheiro, no carro! Mas vou tentando, acertando, lendo o que puder para entender melhor as fases das crianças, dividindo com outros, me abrindo, pedindo conselhos e querendo saber como é na casa de cada um.

Mas nem sempre é fácil. Então se alguém puder, compartilhe como é ou foi na casa de vocês. Mesmo que a filosofia de vida ou de criar filhos difira da nossa. Sempre haverá algo que pode nos ajudar a entender a fase e a agir!

Mas algo importante: Não, não é o tempo todo assim! Ela é um amor de pessoa! Uma fofa! Mas está se descobrindo e tentando se impor como gente! Ela tem seus momentos doces sim. Ela é sensível, espertinha, bem humorada, prestativa, gosta de rotina, usa o cinto na cadeirinha o tempo todo, canta, dança, ri, brinca com a irmã, abraça e beija a gente, faz papai do céu, oferece comida a quem está ao lado dela (pelo menos em casa) , pede para a gente ficar junto quando assiste o lobo mau, ama a irmãzinha mais do que tudo e se preocupa com ela também. Na escola, é só elogios (vai entender, quando era um doce em casa, queria morder os coleguinhas na escola, agora que está um doce na escola, quer "morder" quem atravessa o seu caminho em casa). Ela é uma criança como todas. Talvez somos nós que estamos um pouco inseguros como ajudá-la a passar por essa fase!

E que possamos agir com sabedoria sempre! Em qualquer fase nova de nossos filhos!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Coisas de Ana Luisa: Meu plano de fuga de infância! 19/05/09



Ana Luisa e eu brincando hoje cedo e nos divertindo. De repente, ela pega uma mochila dela e brava diz:

-Tchau mamãe. Vô imbola!
Eu incrédula, pergunto:
-Ãnnn? Como assim, Ana Luisa?
-Vô imbola, mamãe. Tchau!
Eu resolvo entrar no jogo:
-Embora? Mas para aonde?
-Vô imbola lá no popping!
-Aonde, Ana Luisa?
-No popping!
-No shopping???
-É, mamãe, vô imbola!
-Por que? (pergunto eu, meio incrédula)
-Ce bigô cumigu! Tchau!


E lá vai ela até a cozinha toda brava, toda confiante, toda independente, sem olhar para trás.

E eu fico ali pensando no que é mais engraçado ou pior, sei lá:

1)Ela querer ir embora (aliás, com dois anos, já sabe o que é querer ir embora para algum lugar? Será que viu em algum desenho do Discovery Kids? Será que foi algum coleguinha da escola?)
2)Ela ter falado que eu briguei com ela, o que não é verdade. (Será que a fantasia já se instalou? Será que já sabe o que é verdade ou mentira?)
3)Ela ter falado que iria embora para o shopping (Sendo que não vamos com ela por lá tantas vezes assim para ela ser tão intima desse lugar)
4)Ou ela ser tão independente ao me olhar nos olhos, dizer que iria ir embora e sair sem olhar para trás? (Se bem que desde pequena, desde bebê ela já deu sinais de sua independência)


Bem, olhando minha pequena indo embora para a cozinha, e fechando a porta atrás de si, decidi não racionalizar demais não!
Decidi entrar na brincadeira e fui correndo atrás dela:

-Espera aí! A mamãe quer ir no shopping também!

E nem esperei pela resposta dela (vai que me diz que quer ir sozinha), já comecei a fazer cosquinha e falar de outra coisa!

P.S. Foto tirada no dia 21/04/07 quando ela tinha 9 meses e já arriscava os primeiros passinhos!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O ontem e o hoje! 15/05/09

Às vezes, quando fecho os olhos, parece que foi ontem que me olhava no espelho e ficava imaginando o que a vida teria reservado para mim.

Me olhava no espelho e ficava imaginando como seria minha vida quando tivesse uma família, quando tivesse meus filhos. Parecia tão distante, tão irreal que quase não acredito que quatro anos depois já sou mamãe de duas mocinhas: uma que tem quase três anos e outra que daqui cinco meses já vai completar um aninho!

Alguns anos se passaram, passei por duas gravidez, tenho minhas mocinhas e ainda parece que tudo isso aconteceu em um piscar de olhos!

Às vezes olho para minhas menininhas e me espanto:

"Eu já sou mamãe e duplamente? Elas são minhas? Vieram de mim? Dependem de mim? Me amam? Moram comigo? Ficam bravas comigo? (quer dizer, pelo menos minhas rebeldinha de dois aninhos) Se divertem comigo? Dependem de mim?"

Sei que mencionei duas vezes o fato de dependerem de mim, mas é que teoricamente isso é assustador, mas quem é mamãe sabe que isso vem com o pacote. A gente ama, se diverte, mas tem muitas responsabilidades. Se alguém me contasse tudo que aconteceria, eu teria certeza de que não daria conta nem de um terço, mas na prática, tudo se ajeita. A vida pode não ser exatamente calma e suave como os livros e filmes nos fazem acreditar (ou mesmo nossos sonhos), mas eu sei que todas as mamães não voltariam atrás. A vida é mais vida com nossos filhos em nossos planos diários!

Mas que ainda me espanto com tudo isso e com o fato de em um piscar de olhos já ser mamãe de duas, ah, isso eu me espanto!

P.S. Essa foto foi tirada no dia 23/04/05 a caminho do clube em busca de uma tarde tranquila à beira do lago. Nessa época ser mãe e ter uma família ainda estava apenas nos sonhos. Quando olhos essas fotos, parece que ainda sinto a paz e inocência em meu olhar emoldurados por qualquer arco-iris da vida. Parece que ainda sinto a leveza dessa época. Época quando ainda não sabia a respeito do peso de ter o futuro de duas pessoinhas dependendo tanto de mim. É um peso sim por abarcar tanta responsabilidade, mas é algo que não troco por nada, nem por esse olhar de inocência da vida que tenho nessa foto antiga, mas que ainda parece tão recente!
Dá saudades sim, mas ficou para trás. Sou mais feliz assim! Exatamente do jeitinho, da cor e e do som, que minha vida tem agora! Mesmo que a trilha sonora ainda esteja sendo ditado pelo gosto musical das minhas menininhas!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As menininhas Ana e sua mamãe! 08/05/09

Um pouco do que penso e sinto sobre ser mãe,no dia das mães ou em qualquer outro dia:


Uma mãe nasce junto com sua cria. Não importa se é a primeira, a segunda ou a última.
Uma mãe não se cria de um dia para o outro. Ela aprende devagar.
Uma mãe um dia se questiona se a felicidade de antes era mesmo real.
Uma mãe sorri, chora, acalanta, enlouquece, sofre, ri, estende a mão e abre o coração quase que ao mesmo tempo.
Uma mãe sente e ama mais que infinitamente.
Uma mãe se divide em mil e sente que ainda falta alguma coisa.
Uma mãe sente uma felicidade silenciosa que transborda em seu olhar.
Uma mãe diz eu te amo tantas e tantas vezes mais não só porque ama, mas porque ainda não sabe dizer com todas as letras: eu preciso de você, mais do que você precisa de mim!







Ana Luisa e Ana Julia, muito obrigada, mas muito obrigada mesmo por me ensinarem a ser mãe!