segunda-feira, 6 de abril de 2009

A independência! Coisas das menininhas Ana! 06/04/09





Minhas meninas estão crescendo, estão caminhando para se tornar gente grande a cada dia. O tempo passa rápido demais e para mim esse é o grande problema, a grande dor no coração. Não me sinto triste porque elas deixam de ser bebês porque o que eu mais amo é ver o desenvolvimento delas, de vê-las caminhando para o mundo delas, de vê-las se tornando independente. A grande dor no coração é que nesse processo de crescimento, os anos passam para mim também e morro de medo de não poder estar ao lado delas em todo momento significativo da vida de minhas pequenas.

Pelo que escuto de algumas amigas, colegas, parentes e pessoas da internet (seja do Brasil ou EUA) a grande dor no coração é de ver seus bebê se tornarem maiores, de vê-los crescerem e se tornarem cada dia mais independentes das mamães e dos papais. Ficam aflitas de verem seu filhos irem para a escola, de se virarem sozinhos, de se tornarem tão independentes. É lógico que deve haver orgulho de tudo isso também, mas o grande foco é na passagem do tempo, de verem seus bebês em outro fase sem nem dar tempo para os papais e mamães se despedirem da fase anterior.

Eu, por outro lado, não consigo pensar na fase que estão deixando para trás e penso apenas no que estão conseguindo fazer, sentir e viver naquele momento. Não sou saudosista de minhas crias. Amo relembrar o que viveram, mas com alegria apenas e sem saudosimo de nenhum tipo. Pode ser que no futuro, eu possa a vir a me sentir assim, mas por enquanto, meu foco é no presente.


E hoje estou extremamente feliz que minhas pequenas estão crescendo, estão pouco a pouco se libertando de mim, estão se tornando donas de seu destino cada dia mais. Meu único objetivo na vida delas é de dar asas para que possam voar, se descobrirem, se tornarem adultas seguras, sensíveis e atentas a si e ao outro. Não quero que necessitem de mim mais do que qualquer outro sentimento, quero que gostem de estar comigo, conosco, e que gostem de compartilhar suas vidas conosco, com as pessoas que a amam mesmo antes delas nascerem.


Não quero ser necessidade exagerada, quero apenas ser porto seguro! Amo minhas meninas mais do que tudo na vida, assim como todos os papais e mamães que conheço! Acho que a única diferença é que a vida me ensinou à força a viver o minuto presente e não pensar muito no que passou ou virá! Aprendi muito a focar no presente, a amar o presente, a agradecer pelo presente, a viver plenamente o presente porque só assim teremos boas lembranças! Mas ainda estou em fase de aprender a não pensar no futuro e deixar de lado aquele medo que aparece de vez em quando de não poder estar para elas e com elas em todos os momentos da vida de minhas pequenas!


P.S. Ana Julia começou a engatinhar. Ela está com seis meses e uma semana agora! No final do quinto mês, ela começou a deixar de ser bebê. Já estava bem ativa, não parava em nosso colo, queria escalar, queria sentar, virar, se arrastar, engatinhar, ver o mundo! Ela está com aquele brilho no olhar de quem acaba de descobrir que o mundo tem tanta coisa linda para se ver e experimentar! Uma grande lição para nós maiores! Ela está um grude comigo, me ama com o olhar e o corpo!


A Ana Luisa está se tornando uma mocinha cada dia mais. Seu vocabulário me surpreende às vezes (mesmo que perto de pessoas que não conheça bem, fique muda), suas tiradas são lindas, começou a perguntar os porquês das coisas, quer ajudar em tudo, quer fazer tudo sozinha, já gosta de jogar volêi e bater bola igual no basquete (e como sua força e coordenação motora é perfeita para a idade), ama assistir o treino do judô que tem em frente de casa, já torce para o Corinthians e sabe o que é gol (grita feliz) e sabe fazer gol também. Ama desenhar, pintar, assistir dvd, brincar de massinha, brincar no balanço, passear a pé ou de bicicleta. Ama proteger sua irmãzinha e tudo que ganha pergunta aonde está o da Ana Julia também. É lógico que aquela fase dos dois anos (terrible two) ainda tem morada em nossa casa. Faz birra, chora, quer uma coisa, depois outra, quer colo, não quer dar a mão, ama a irmã, quer ficar sozinha, longe da irmã, mas de vez em quando isso passa longe daqui! Ela vive chamando por mim, mas está um grude com seu papai. Ela está uma mocinha linda com dois anos e 9 meses!


Viu só, em muitos aspectos sou igual a todos os papais e mamães nesse mundo: amo minhas crias e sou coruja delas! Abraços!



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