quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O Ano Novo: 2010! 31/12/2009



E não é que 2010 já está quase invadindo o recinto da família Passoni? Está chegando sem pedir licença, já com muita vontade de ficar.
2009 ainda relutante pede para ficar mais um pouquinho já que gostou tanto de nossa companhia (e nós também, devo confessar).
Mas fizemos um trato: vamos guardar esse ano quase velho com muito carinho. Vai ficar guardadinho em nossos corações, nas pastas de inúmeras fotos e embalado por canções que nos acompanharam também.
E vou te dizer mais uma coisa, 2009:
Sempre que sentir saudade, pode aparecer de levinho e nos fazer sentir saudades também. Assim vamos correndo buscar na memória tudo de bom que aconteceu nesse ano para nos dar forças nesse novo ano que está para começar.
2010 ainda é um estranho, sei que vai trazer muitos novos desafios para a mamãe Luciana, desafios que farão com que ela fique um pouco mais ausente em alguns momentos. Isso ainda me assusta, mas vou fazer de tudo para que a qualidade do tempo com as meninas fique intacto, pois isto é essencial. Além disso, esses novos desafios são para o bem de nossa família no futuro e assim que tudo estiver estabilizado as coisas voltam ao normal.
2010, seja bem vindo. Vamos te receber com os braços abertos, coração feliz e com esperança da sabedoria para lidar com todas as situações da vida!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Canções: Feliz Navidad! (Vídeo de Natal)



Amo Natal! Amo música de Natal! Amo filme de Natal! Amo decoração de Natal! Amo o que se come no Natal! Amo cartão de Natal! Amo comprar e ganhar presentes no Natal! Amo árvore de Natal! Amo bolachinha de Natal! Amo o real significado do Natal! Amo! Amo! Amo!

Para ficar mais que perfeito, às vezes gostaria de passar mais uma vez essa época em um lugar de clima frio com a neve caindo lá fora e do lado de dentro uma árvore de Natal, enorme e natural, lareira e aquele calor que só o Natal pode trazer, estando quente ou frio lá fora. E com minha família, é claro!

Minhas menininhas, essa música e esse vídeo (que a mamãe adora) vai para vocês.

Feliz Natal para todos e que esse dia possa ser um dia mágico e de muita união!

Beijos!

sábado, 19 de dezembro de 2009

A saudade! 19/12/2009


Ah, a saudade.
Ana Julia e Ana Luisa brincando na sala e nós por lá fazendo nada, só observando as duas e conversando:
Ana Julia começa a mexer nos portas-retratos e a Ana Luisa pega todos da irmãzinha e começa a explicar para ela:
-Essa aqui é a mamãe. Esse é o papai. Esse é o vovô... (E nessa hora meu coração aperta pois sei o que vem a seguir) E essa aqui é a vovó Jaci. A vovó está lá bem longe, lá na China.
China? Como assim, Ana Luisa? (penso eu que nesse exato momento estava sozinha com elas por lá).
Chamo o pessoal e peço para ela:
-Ana Luisa, explica de novo para a Ana Julia quem é quem no porta-retrato.
E ela:
-Tá mamãe. Ana Julia, presta atenção. Esse aqui é o papai. Essa é a mamãe. Esse é o vovô. E essa é a vovó Jaci.
Como ela não continuou, eu pergunto:
-Ana Luisa, aonde mesmo que a vovó está que você falou?
Ela:
-Na China, mamãe. Lá bem longe! Ela foi pra lá, bem longe.
Eu:
-Na China?
Ela, com cara de quem tinha falado o óbvio e não queria repetir:
-É, mamãe. Na China.
E continuou falando e brincando com a Ana Julia. Nem desconfiando do turbilhão passando por minha cabeça. (China? Por que China? Aonde ela aprendeu isso? Como ela lembra tanto da minha mãe já que ela tinha apenas 2 anos e 1 mês quando minha mãe faleceu. É normal lembrar tanto assim e viver falando alguma coisa ou outra da vovó Jaci?)
E eu não falei mais nada.
A gente segue em frente, claro, mas que dá um vazio por dentro, isso dá.
Mãe, que saudade de você. Como eu queria tê-la conosco nessa época de Natal. Nem que fosse por um pouquinho. Você ia adorar suas netinhas e ficaria orgulhosa de sua menininha.

domingo, 29 de novembro de 2009

Coisas de família: a linda árvore de Natal! 28/11/2009

Todo ano é a mesma coisa. Todo ano é o mesmo ritual.
Mas esse ano temos duas menininhas querendo participar, querendo ajudar.
Quem tem criança pequena sabe da importância desse tipo de ritual, pois são esses tipos de momentos que criam lembranças e vínculos maravilhosos.
Eu tenho boas lembranças dessa época. E quero muito que elas tenham boas lembranças dessa época.
Não vou dizer que está sendo uma época fácil porque simplesmente não é fácil comemorar essa linda data sem minha mãe. Mas posso dizer que tendo por base as lindas lembranças que tenho dessa época, tenho tentado ao máximo não me deixar abater e estar bem por minhas menininhas, por nós e por mim também.
Mas deixa pra lá. O dia de montar a árvore foi de festa. Tinha música de Natal, tinha risadinhas, tinha quase gritos da mamãe (Não! Não sobe aí! Não puxe a árvore! Não puxe as bolas! Não tire a guirlanda da sua irmãzinha! Deixa ela brincar também! Não morda sua irmã! Não sobe no banquinho de novo! Não...Não...Não! rs), tinha papai e vovô, tinha gato por perto, cachorro latindo morrendo de vontade de estar ali bagunçando também, tinha luzes de Natal, tinha panetone para depois, tinha aquela sensação boa de família...
E no fim, a linda árvore de Natal. As lindas luzes. E aquela sensação de paz ao terminar, apagar as luzes da casa e curtir a noite e as luzes de Natal!
Eu amo essa época e espero que minhas menininhas possam também sempre saber da importância, do real significado e que tenham lembranças doces dessa época mágica!

sábado, 28 de novembro de 2009

Coisas nossas! Como voa...! 29/11/2009

Ah, 2009 está chegando ao fim. E como todo adulto, a óbvia constatação: o ano passou voando!
Mas o que tira meu fôlego, é olhar para as minhas menininhas e ver o óbvio que me assusta: como elas cresceram!
A menininha mais velha está tão grande, tão vivaz, cantando tanto, brincando de faz de conta cada vez mais fofos, seu vocabulário me surpreendendo cada vez mais e tendo opiniões cada vez mais fortes, ao mesmo tempo que é a sensibilidade e a doçura em pessoa (mas em particular).
A menininha mais nova... Bem, essa é a grande constatação: não é mais bebê, é uma menininha. Ainda quer colo, ainda tem jeitinho de bebê, mas já anda, corre, sobe, aponta para o que quer, deita no chão quando não tem o que quer (para não dizer que está começando a querer se jogar no chão), tenta abrir a geladeira, e se está aberta corre para pegar água ou banana, já começou a querer morder, já ameaça bater quando a mais velha tenta tirar algo dela, e anda cada vez mais fofa tentando falar, fazer atchim, brincar de esconder, de ser tímida, de fazer biquinho assustada...
Eu só queria que o tempo não passasse para mim, queria ficar bem velhinha, mas sem ficar bem mais velha, sabe?
Eu só queria amar, amar e mais nada...

sábado, 7 de novembro de 2009

Coisas de Ana Luisa! A chuva e a bota! 07/11/2009

Ana Luisa ama a chuva.
Chove, tem que ir ver a chuva, ir para baixo dela.
Quinta a noite, choveu por aqui. E ela começou a me pedir para comprar uma bota da moranguinho de chuva. Ou era rosa? (não me lembro bem porque não prestei muita atenção aos detalhes, confesso.)
De qualquer maneira, o que ficou marcado foi o número de vezes que ela me pediu para comprar essa bota. E a maneira que ela pediu, como se fosse algo de extrema necessidade para sua felicidade. Até seu jeito de falar por favor denunciava essa extrema necessidade.
Ela repetiu isso tantas e tantas vezes e de um jeito tão doce que fiquei até tentada a comprar a tão desejada bota. (será que é porque eu queria uma para mim também?)
Não sei como ou o que aconteceu que ela parou de pedir. (Lembrei: estava na hora de dormir e ela foi tomar banho e ficou brava com alguma coisa, e queria outra coisa, e queria acordar a Ana Julia, e não queria dormir, e queria pão sem casca...essas coisas normais dessa fase doce dos 2, 3 anos...)
Dormimos, a paz reinou (bem pelo menos até umas 2 ou 3 da manhã quando a Ana Julia ameaçou acordar), o Ni acordou, eu acordei, o Ni foi trabalhar e ela acordou. Depois de perguntar do papai dela, olhou para mim e disse:
-Mamãe, vamos comprar a bota de chuva? Viu, tá de dia já...
E agora, aqui estou eu inclinada a sair para procurar a tal bota de chuva para ela.
Mas será que tem também para mim?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mãos atadas: Ana Julia dodói! 04/11/09

Essas aí são as minhas menininhas. Elas são a alegria maior de nossos dias, mas quando uma delas fica dodói, eu fico mais ainda.
São menininhas saudáveis, ativas, alegres, cheias de energia e vontades. Quase nunca ficam adoentadas, então quando acontece, eu fico sem saber o que fazer.
Fico agitada, com medo, quase sem respiração e não consigo nem pensar direito.
Não conseguir confortá-las totalmente me deixa sem chão. Não saber o que fazer para que elas possam sentir-se melhores me deixa um buraco no peito. Não poder evitar todo e qualquer sofrimento me deixa com a sensação de estar com as mãos atadas.
Sei que não vou conseguir protegê-las de tudo sempre, mas essa sensação de querer poder fazer isso ainda me domina.
Quando elas nasceram, eu ficava dia e noite analisando, observando e ligando tudo o que havia lido ou vivenciado à realidade de cada uma. Enquanto eu não decifrei o que poderia fazer para deixá-las mais confortáveis, mais em paz nesse mundo novo fora da barriga da mamãe, eu não sosseguei.
Lembro como se fosse hoje quando percebi o que deixava cada uma delas mais em paz e mais seguras. Lembro dos movimentos, das canções e dos toques que cada uma elegeu ser o que mais a deixava bem. Lembro quando consegui decifrar cada sonzinho, cada choro, cada movimento. Saber o que significava cada coisa me deu um alívio que consigo lembrar até hoje. Lembro da paz que senti quando comecei a conhecê-las melhor e oferecer esse carinho.
Os primeiros dias delas em casa comigo me deixaram aflita e insegura porque ainda não sabia o que fazer para que tudo pudesse ser mais suave para elas. Eu sentia que tinha a necessidade e obrigação de fazê-las se sentir melhor aqui conosco e nunca medi esforços para tal.
Então, quando percebo depois de já grandinhas, que não consigo entender o que está acontecendo, quando não consigo fazê-las se sentirem melhor ou qual o meu papel como mãe para que elas sofram o menos possível, eu fico perdida, eu me sinto mal, eu fico sem saber o que sentir...
O fato é: Ana Julia estava malzinha esses dias. Foi a primeira vez que vi seus olhinhos cheio de vida ficarem apáticos. Foi a primeira vez que ela não queria comer ou beber o que tanto gosta. Foi a primeira vez desde que começou a andar que ela não queria correr por aí, subir, escalar. Não queria nem brincar. Não queria nada daquilo que sabemos que ela tanto gosta e que a deixa tão feliz.
Foram dois dias e meio assim. Não teve febre, não teve diarréia, mas vomitou muito. Está melhor, mas ainda melhorando. Já foi ao médico, já sabemos que não é nada de grave, mas mesmo assim me senti um pouco culpada por não poder poupá-la disso tudo.
Sei que não é esse meu papel de mãe. Sei que tenho que tentar protegê-las sim do que for possível, mas o mais importante é encontrar sempre meios de mostar a elas que em qualquer situação, eu vou estar ao lado delas.
A boa coisa disso tudo é que descobrimos que nossa pequenina fofinha tem pescoço sim e tem mutos ossinhos pelo corpo (o que todos acreditavam, mas nunca tinham visto) .
Brincadeiras a parte, foi difícil, mas foi também gratificante ver a preocupação da irmãzinha maior para com a "nossa bebezinha", como costuma dizer a Ana Luisa.

domingo, 1 de novembro de 2009

Mamãe troféu! 01/11/2009

Bem, deixa eu adiantar uma coisinha: eu quero ter mais um bebê. Não que a vida esteja fácil, mas com todo o suporte que já coloquei em uma postagem anterior, acho que dá para tentar ser feliz dessa forma.
Além disso, sou filha única, não tenho muitos parentes ao redor, perdi minha mãe no ano passado e algo meio abstrato me faz querer mais um (ou mais uma). E quando penso em nossa família, algo me diz para termos uma família grande.
Vamos conseguir dar tudo que gostaríamos para todos? Não sei...
Vamos conseguir segurar as pontas? Não sei...
Vamos ser felizes assim? Ah, vou fazer de tudo para que sim.
Mas algo me preocupa, oficialmente virei troféu aqui em casa. A disputa por mim é algo que não imaginava dessa forma. (Nem na adolescência era assim e olha que eu era até bem bonitinha...)
Mas vamos aos fatos:
As duas se comportam bem, e muitas vezes quando eu chego, acaba tudo. Viram bebês, querem colo, querem minha atenção, brigam por tudo e qualquer coisa.
Alguns podem dizer que é porque trabalho fora e não fico muito tempo com elas. Mas não é. Apesar de trabalhar, fico bastante tempo com elas no dia-a-dia. E isso acontece também nos fins de semana ou depois de horas juntas. Nesses momentos posso ter ficado horas com elas, se vou ao banheiro e volto rapidinho a cena se repete.
É lógico que tem horas que elas estão bem sem mim, mas é só bater o tédio ou terem enjoado da brincadeira que a cena se repete.
Ou então uma está mais carente naturalmente e chega junto dessa forma. A outra vê e corre querendo exatamente o que a outra quer: colo, atenção, a mamãe troféu (ou prêmio de consolação, não sei)
Nessas horas, qual a solução? Ofereço o colo para as duas: uma perna para uma, a outra perna para a outra e tentamos ficar sem disputas, sem empurrões, sem mordidas, sem apertões...
Mas ontem me deu uma dúvida: e quando tivermos três? Como vou fazer? Será que vou dar conta? Será que vai dar muito mais ciúmes?
Ah, mas não vou pensar muito não! Vou ter que esperar para ver porque definitivamente gostaria de ter essa família grande que sempre sonhei ...
Será?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Coisas de família: Como? 30/10/2009

Tenho feito algumas considerações e uma delas é tentar entender como mães cuja profissão é ficar em casa, cuidar das crianças e da casa não enlouquecem. Ou melhor, como dão conta? Aliás, como dão conta, mantêm a calma, paciência e têm tempo de qualidade com cada um dos filhos?
Não estou dizendo que isso não acontece, mas tenho me me perguntado muito como se organizam para isso, como lidam com horários de cochilos diferentes, como cozinham, limpam, trocam fraldas, dão banho, cantam, leêm estórias, brincam, vão no banheiro, tomam banho, levam na escola, acordam cada um dos filhos com jeitinho, lidam com birras, manhas e ainda têm cachorro, gato ou peixinho?
Como?
Tenho refletido muito sobre isso por vários motivos. Um deles é que estava lendo uma revista americana sobre mães e filhos (ou para mulheres no geral, não me lembro bem) e tinha uma crônica de uma mãe americana que tem seis filhos de idades diferentes. Ela fica em casa com eles, não tem ajuda e ainda escreve para uma revista? Como assim?
Li a crônica, entrei no site dela, fucei um pouco, adicionei no meu twitter, mas ainda não entendi como ela dá conta. Aliás, ela tem o site, blog, twitter, facebook, etc... Ah, e tem o livro que ela lançou e mais um que está escrevendo...
Aí, compro uma revista brasileira sobre mães/pais e seus filhos e tem uma família brasileira que tem quadrigêmeas bebês. Entro no blog deles, leio um pouquinho, vejo outros blogs e me deparo com uma mãe americana que mora na Alemanha que tem quadrigêmeos de cinco anos. Ela tem uma aupair que ajuda, mas mesmo assim...como esse povo da conta e com qualidade? Como não enlouquece? Como mantém contato com seu eu? (Amo ser mãe, mas ainda sou uma pessoa que precisa de um tempinho para si para poder ser o tipo de mãe que sempre sonhei: amorosa, com paciência, que sabe ensinar, que sabe brincar, que sabe disciplinar com sabedoria, que erra, mas que busca soluções)
Mas então, como elas, que pelo jeito não têm nenhum tempo para si, fazem? Como?
Sabe o motivo desse meu espanto? Eu tenho duas meninas: uma de 3 anos e uma de 1 aninho. Tenho uma babá que vem de manhã/tarde e outra que vem tarde/noitezinha. Estamos morando com meu pai até nossa casa ser construída (então ela dá uma mãozinha quando necessário e fica de olho no que está acontecendo quando eu não estou). Eu tenho meu negócio com uma sócia, então fico de manhã , um pedaço da hora do almoço e um pedaço da tarde no serviço. Temos uma diarista que vem 3 vezes por semana, lava, passa, limpa. Temos um cachorro e uma gato. Meu marido trabalha todos os dias de manhã e de tarde e uma vez por semana ele trabalha a noite também. Ele ainda gosta muito de esportes e joga/treina biribol de 2 a 3 vezes por semana. Ele também vai na academia se exercitar para evitar futuras lesões e ter condições de jogar melhor e no futuro garantir sua saúde. Eu gosto e preciso ler muita coisa para o serviço e para meu crescimento pessoal e como mãe e gosto de escrever também. Mas só tenho um tempinho (e quando tenho) por causa desse suporte todo. E meu marido só pode se exercitar por causa desse suporte todo.
E quem não tem? Como vai ao banheiro? Como toma banho? Como entra em contato com seu eu? Como mantém a paciência e calma tão necessária para lidar com crianças? Como dá banho em uma, organiza o cochilo da outra, troca uma, dá água para outra, brinca de boneca com uma, e quebra-cabeça com outra, canta, dança, lê, etc, etc...
Será que consegue tudo com qualidade? Será que consegue atender realmente cada criança com suas necessidades particulares?
E essas mães americanas ainda tem o serviço doméstico já que ajuda por lá é muito cara (serviço mais fácil que aqui por causa da limpeza natural de lá e da ajuda tecnológica e de produtos, mas mesmo assim, toma tempo). Como dão conta?
Eu mesmo tendo toda essa ajuda, participo, estou junto, levo uma para a escola, fico com a outra sozinha em outros momentos, desenho, brinco de boneca, ensino, dou bronca, faço uma dormir, beijo boa noite, leio estórias, fico à toa com elas, dou atenção maior para uma que está com mais cíumes enquanto a outra fica com a babá (ou o pai ou o avô), depois troco de menininha, depois brincamos todos juntos, mas tenho tempo para ir sozinha ao banheiro, tomar banho, vir aqui escrever alguma coisa, ler, estar em contato com meu eu.
E quem não tem quem ajude, como faz?
Eu sei o caos que é porque só tive a primeira babá em horário estendido quando já tinha a segunda menininha e foi muito bom para a nossa família, para o casal, para a calma e paciência tão necessária. (Adorei poder ir ao banheiro e tomar um banho demorado e sem ninguém batendo na porta [ou me esperando lá dentro do banheiro] depois de taaanto tempo)
E sei bem como é ainda porque há dias que não temos ajuda e lidamos com tudo. Damos conta sim, mas percebe-se em todos aquele cansaço no olhar porque nossas menininhas são umas fofas, mas nessa idade que elas estão haja energia de nossa parte porque da parte delas, vocês que têm filhos, sabem bem como é...
Ainda hei de descobrir como é a rotina dessas pessoas heróicas...

sábado, 17 de outubro de 2009

Coisas de Ana Luisa! O nunca! 17/10/2009

Ela é uma fofa, isso com certeza, mas também uma danadinha como toda criança dessa idade (3 anos e 3 meses).
Sua mais nova aquisição linguística é a forte palavra nunca!
Ela não entende ainda que não devemos usar essa palavra porque a vida prova o contrário quase sempre, mas por enquanto ela a usa para mostrar veementemente o que não quer!

-Ana Luisa, vamos tomar banho?
Ela brincando, assistindo desenho, se divertindo...
-Não, mamãe! NUNCA!

-Ana Luisa, está na hora do almoço, vamos almoçar agora?
Ela lá fora brincando, pulando, se divertindo...
-Não, mamãe! Agora não! NUNCA!

-Ana Luisa, está na hora da gente ir deitar!
Ela brincando, desenhando, se divertindo....
-Não, mamãe! Eu não vou deitar NUNCA!

E tudo seguido de uma cara emburrada, com direito a braços cruzados e olhares furiosos.

Nessas horas, o começo chega a ser engraçadinho, mas com o passar dos minutos, as necessidades se amontoando e o tempo se esgotando, sinto uma impaciência começando a tomar conta de mim e a primeira coisa que faço é contar até 10 (ou 20, 50) e só aí tentar uma outra abordagem.
Se não dá certo, ou a levo na marra (menos para comer porque as consequências podem ser perigosas no futuro) ou deixo para um pouquinho depois, pois ela testa nossos limites sim, mas sua rotina diária a faz entender que as coisas acontecem e sempre acontecem em um certo horário, o que fica mais fácil para lidar com esses nuncas da vida.

Ah, e sempre procuro avisar 10 ou 15 minutos antes do necessário porque aí a impaciência com coisas normais dessa idade não chega tão rápido.

Mas nem tudo são flores e há dias que o teste dos limites é fortes, mas sigo com ela com minha filosofia de vida (não fácil, mas positiva a longo prazo): Posso até ser firme, dura, forte, mas nunca faço com os outros o que não gostaria que fizessem comigo.

E assim passam os dias na vida cor-de-rosa da família das menininhas Ana...
Uns momentos mais alegres, outros de birras, alguns de coisas fofas, outros de...bem, vocês que tem filhos sabem bem o que quero dizer....

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Data especial! 12/10/09

Em homenagem ao nosso aniversário de casamento (igreja e festa) (12/10) uma canção.
Porque as coisas devem ser simplesmente assim: amar alguém do jeitinho que ela é...





Just The Way You Are

Don't go changing, to try and please me
You never let me down before
Don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore
I wouldn't leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are
Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care
I don't want clever conversation
I never want to work that hard
I just want someone that I can talk to
I want you just the way you are.
I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.
I said I love you and that's forever
And this I promise from the heart
I could not love you any better
I love you just the way you are.




Do jeito que você é

Não vá mudar, para tentar me agradar
Você nunca me desapontou antes
Não pense que você é muito familiar
E eu não te vejo mais
Eu não o deixaria em tempos de problema
Nós nunca teríamos chegado tão longe
Aceitei os bons tempos, e aceitarei os tempos ruins
Eu te aceito do jeito que você é
Não vá tentar alguma nova moda
Não vá mudar a cor do seu cabelo
Você sempre teve minha paixão não-declarada
Embora eu não pareça me importar
Eu não quero uma conversa interessante
Eu não quero trabalhar tão duro assim
Eu só quero alguém para conversar
Eu te quero do jeito que você é
Eu preciso saber que você sempre será
O mesmo alguém que eu conheço
O que vai acontecer para você acreditar em mim
Do jeito que eu acredito em você
Eu disse que te amo e isso é para sempre
E isso eu prometo de coração
Eu não poderia amá-lo de forma melhor
Eu te amo do jeito que você é

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um dia especial! O presente (que recebemos) das crianças!12/10/2009

Tem coisa mais gostosa do que um sorriso de criança?
Mas como se explica essa coisa gostosa e gigantesca que sentimos quando observamos o sorriso de alguma criança nossa?
Todas as crianças são de uma energia, astral e carisma sem igual, mas o que sentimos por nossas crias ao vê-las tão felizes é imensurável e inesgotável.
Achamos que as nossas crianças são as mais lindas, mais espertas, mais doces, mais inteligentes, mais carinhosas, mais danadinhas, mais um tanto de coisas, mas no fundo o que acontece é que ao termos filhos realmente entendemos melhor a mensagem de Antoine de Saint-Exupéry: o essencial é realmente invisível aos olhos.
Dizem que o amor pode mascarar muita coisa, dizem que é subjetivo, dizem até que o amor acontece no silêncio, mas quando olho uma foto como essa, não vejo nada de invisível, mascarado, subjetivo ou em silêncio. Vejo meu amor escancarado saindo do meu peito e querendo compartilhar com todos tudo aquilo que sinto e que me faz tão bem!
Minhas meninas me fazem bem! Minhas meninas me fazem mais gente! Minha meninas me deram o presente mais precioso: o dom de aproveitar o momento presente com cada vez mais intensidade!
Obrigada minhas meninas por esse presente tão importante!
E que vocês não percam nunca essa capacidade de sorrir com a alma e o coração e que saibam sempre aproveitar cada segundo da vida de vocês!

domingo, 27 de setembro de 2009

Coisas de Ana Julia! O Aniversário de 1 ano e a promessa!

Querida Ana Julia,
Hoje você está fazendo um aninho. Muitas e muitas coisas passam por nossas mentes e corações, mas o mais importante é te dizer o quanto você é importante em nossas vidas.
Tanto eu, quanto o papai e a sua irmãzinha (assim como os vovôs e quem quer que tenha te conhecido) sentimos uma alegria muito grande por termos você em nossas vidas. Palavras sempre serão poucas para expressar tudo que sentimos. (Como sempre é quando amamos demais)
Mas queria te dizer que quando te olho eu já vejo uma menininha, mas ainda parece que foi ontem que você estava em minha barriga. E que barriga, pois você já nasceu enorme, tinha 52 cm e pesava 4 kilos e 200 gramas. Uma meninona fofa!
Como todo recém-nascido o começo não foi fácil: você tão frágil, tão dependente de nós, tão imatura para esse mundo tão diferente daquele ambiente seguro e sempre confortável da barriga da mamãe, mas pouco a pouco conseguimos te conhecer melhor e fizemos de tudo para que sua vida aqui conosco fosse a mais tranqüila, segura e alegre possível.
Gostaria ainda de te dizer que a sua irmãzinha te ama muito. Ela sempre te olhou de uma forma que nos dava muita alegria, desde que te viu pela primeira vez. Você sempre foi a bebezinha dela. É lógico que houve inúmeras vezes que ela te apertou, te levou para outros lugares longe dela, te tirou os brinquedos que você queria, mas o amor dela por você sempre foi visível. E é assim que gostaríamos que você a sentisse, com muito amor, carinho e vida.
Ana Julia, a mamãe poderia ficar horas aqui tentando expressar algo que nunca conseguiria resumir, mas eu acredito que o melhor presente que eu posso te dar é a promessa de amor eterno. Saiba que sempre que você precisar de mim, eu estarei ao seu lado. Afinal de contas, você foi, é e sempre será um pedacinho de mim. A diferença agora é que esse pedacinho de mim já anda e já começou a querer correr por aí. E lá vai a mamãe atrás de você, aprendendo a garantir a segurança que sempre é importante dar, mas principalmente aprendendo a dar as asas que são tão importantes para se crescer bem e aprender a ser feliz de verdade.
Vai minha borboletinha, bata suas asinhas, a mamãe vai sempre estar por perto para quando você precisar!
Te amamos! Feliz aniversário!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Coisas de Ana Julia: a menininha que chega! 23/09/09

O bebezinho já foi embora e eu nem percebi.
A menininha já está aqui conosco e só nos resta dar boas vindas.
Boas vindas aos seus desejos, à sua liberdade, à sua determinação e também às suas bravezas quando não lhe damos o que quer ou tiramos algo que não deve.
Boas vindas à sua curiosidade linda, às suas bagunças, à sua meiguice ainda querendo colo e aconchego, às suas tentativas de verbalizar o que deseja expressar e principalmente, devemos dar boas vindas à sua personalidade que aflora mais e mais a cada dia.
Ela deve ser o que é.
Ela vai ser educada, vamos dar limites, vamos ensinar o que se deve ou não em uma vida cercada por outras pessoas, mas devemos abraçar o seu jeito de ser em cada fase da vida.
Não devemos exigir demais, nem de menos. Não devemos tentar moldá-la e sim dar espaço para tudo de bom que tem dentro dela. Não devemos sufocá-la e não devemos julgá-la por atos que possam parecer defeitos quando na verdade são apenas reflexos da faixa etária que atravessa.
Ela vai crescer como todos nós: com defeitos e qualidades. Mas o mais importante é que vai crescer sabendo o que é ser amada e isso com certeza abrirá as portas da felicidade para ela!
Bem vinda, menininha! Amamos você!

domingo, 23 de agosto de 2009

Coisas de nossa família! A família da filha única! 23/08/09

Sou filha única. Não por opção minha ou de meus pais. Assim foi e na época nada pôde ser feito diferente.
Quando era menininha pedia um irmãozinho (ou irmãzinha, não me lembro bem) e até lembrava disso em minhas orações de boa noite, mas com o passar dos anos, me esqueci disso e vivi muito bem sim mesmo sendo filha única.
Ser só tem suas vantagens e desvantagens. Aprendi a ter prazer em minha companhia, a ser independente, a ler, escrever, sonhar, construir castelos, habitar neles, mas também lutar para ver meus sonhos realizados. Mas ter o foco só em você é um grande peso mesmo que seus pais tentem não demostrar isso. E tudo se torna mais superlativo quando seus pais tentam te educar de forma que não haja espaço para ser taxada de mimada ou qualquer coisa do gênero.
Mas gostei de ser filha única. Gostei de minha infância e juventude. Foi só na maturidade que comecei a lembrar de novo o quanto seria bom ter irmãos. E por vários motivos.
Irmãos são pessoas que conhecem suas estórias, fracassos e sucessos e é muito bom ter alguém com quem contar quando a memória se torna um pouco falha. Quando ficamos mais velhos, os amigos diminuem em quantidade e as reuniões familiares começam a ficar mais interessantes. Ao ter filhos, a vontade de ter muitos sobrinhos e sobrinhas por perto começa a crescer e aí a vontade de ter irmãos volta a crescer novamente.
E o que uma filha única faz ao sentir tudo isso? Decide que ter uma família grande não parece assim tão ruim.
E assim, nasceu a vontade de ter um bebê, mais um bebê e quem sabe um outro bebê (tomara que dê tudo certo). E que bom que encontrei alguém que se sente assim também.
E assim é o nosso núcleo familiar mais próximo:
Eu, o meu Ni, a nossa menininha mais velha, a menininha mais nova e meu pai. Sim, o meu pai.
E ele vai conosco aonde formos. E o Ni mais do que entender essa necessidade minha, a aprova também. Depois que minha mãe faleceu, ele é nosso, como eu fui um dia dele e de minha mãe.
E quem sabe, se tudo der certo, ano que vem ou ainda no outro nós tenhamos o privilégio de ter mais um bebezinho para ser feliz aqui conosco!
Eles são parte essencial do que consigo entender por felicidade.
Cada um de uma forma diferente, cada um com seu jeito, mas cada um parte real do meu eu.

sábado, 22 de agosto de 2009

Coisas das meninas! As irmãs! 24/08/09

Ah, esses sorrisos...
Ah, essas menininhas...
Ah, esse amor escancarado em minha pele...
Somos todas uma só, agora eu sei.
Eu não existo inteira sem vocês, sem a ideia de vocês, sem a presença de vocês, sem a alegria, a confusão ou o carinho de vocês.
Vocês vieram de mim, sairam de mim, mas ainda as sinto dentro de mim. Vocês são a extensão perfeita de mim.
Podem chegar perto sempre porque meu colo foi feito com o formato de cada uma de vocês. E ele necessita desse aconchego. Mais do que vocês necessitam de mim.
Vocês são tudo aquilo que eu já sonhava.
Eu já precisava de vocês mesmo antes de vocês surgirem pequenininhas dentro de mim, eu só não sabia ainda.
Então, como eu vivia antes de vocês?
Feliz sempre fui, só não sabia o porquê. Agora eu sei!

Coisas de Ana Julia! A filhinha mais nova e sua mamãe! 25/08/09

Ah, eu quase não tenho falado dessa minha bonequinha mais nova. Isso é um fato!
A nossa menininha mais velha já está aumentando seu círculo social, já tem atividades, já anda muito danadinha e sempre tem uma estória, um fato, uma pergunta e uma observação na ponta da língua que nos derruba e derrete. Acho que é por isso que escrevo aqui suas peraltices para não esquecer de sua individualidade nessa fase linda e difícil de lidar, às vezes. Para deixar registrado para ela e nossa família tudo aquilo que ela aprontou, falou e vivenciou. E tudo aquilo que sentimos.
A fase que a Ana Julia está é muito parecida com a de todas as outras crianças. Sou coruja, sou mãezona, sou cega, surda e muda para o crescimento feliz e seguro de minhas meninas, mas sei que ela está passando por uma fase que é praticamente igual a todas as outras menininhas dessa faixa etária.
Ela não tem nada de diferente, ela não é melhor, nem pior que nenhum outro bebê.
Sei de tudo isso, mas por que será que quando ela começou sorrir, a sentar, a engatinhar, a explorar o ambiente, a andar, a ter cada vez mais dentinhos, a bater palminhas, a tentar beijar, a balançar a cabecinha simulando um não, a fazer sons esquisitos com a boca e língua, a sorrir e gargalhar, a querer pular na cama, a querer brincar com o gato e o cachorro, a querer subir em tudo, a gritar, a fazer sons que parecem estar querendo dizer mamãe, eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que parecia que nunca tinha passado por isso antes com sua irmã Ana Luisa?
Ela está tão fofa, mas tão fofa que eu acho que não queria escrever sobre ela para não deixar claro minha completa e inteira devoção a esse serzinho que me deixa cada dia mais apaixonada por ela.
Não queria correr o risco de parecer uma mãe boba, daquelas que acham cada fato comum de seu filho o máximo e que conta para todo mundo repetidamente achando que aquilo só acontece com a sua cria.
Bem, posso até não contar para todo mundo tudo que está acontecendo de novo, comum e lindo com ela, mas que sou aquele tido de mãe lugar-comum, ah, isso eu sou, pois cada fase dela me deixa cada vez mais boba de tanta felicidade achando que ela é a meninas mais linda, mais esperta, mais fofa, mais única que existe no mundo.
Ela e sua linda irmãzinha, é lógico!
Ah, como são bobas essas mamães.
Bobas e felizes! Exageradamente felizes!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Carta para minha mãe! 19/08/09


Mãe, não sei se você se lembra desse dia. Essas fotos foram tiradas em um domingo normal aqui em casa. Nesse momento você estava assistindo televisão, meu pai estava fazendo barba, o Ni estava lendo a nossa disputada revista de domingo e eu estava no computador. Logo em seguida, as coisas devem ter se envertido e cada um estava fazendo uma coisa diferente, às vezes juntos, às vezes separados, mas de uma maneira ou outra sempre juntos e com aquela sensação de todo que sempre tivemos.
Era uma época diferente, éramos uma família, mas bem diferente do que temos hoje. Não era melhor, não era pior, era apenas diferente. Eu e o Ni éramos namorados, não tinhamos as meninas, ainda tínhamos o Zulu, nosso amado e danado labrador preto e ainda tínhamos você ao nosso lado.
Desde o dia que você se foi, sempre ouvi as pessoas dizendo: "Com o tempo vai melhorar. Não acaba nunca, mas esse desespero e vazio infinito melhora." Mãe, vou ser bem sincera: eu ainda estou esperando esse dia chegar! Eu vivo, amo minha vida, amo minhas meninas, minha família, o Ni e meu pai, mas o vazio ainda não passou. Não sou feliz por completo, sempre falta alguma coisa, sempre falta você. Pode ser porque eu era filha única, pode ser porque sempre estávamos juntas, pode ser porque sempre conversávos muito e sobre muita coisa, pode ser porque eu a incluía em todos os planos, pode ser porque se tinha algum problema eu sempre contava a você, principalmente nesses últimos anos. Eu estava amadurecendo a cada ano e já conseguia deixar de lado nossas diferenças e nossas briguinhas bobas da juventude. Cada dia mais eu a via como uma companheira, com diferenças, mas cada vez mais com mais respeito e tolerância. Se algo acontecia, eu tinha que te contar e sei que era assim com você também. Coisas bobas, coisas importantes, coisas nossas, coisas de cada uma.
Mas um dia você precisou ir e mesmo que não era para eu me sentir assim, eu fiquei sozinha. Tenho amigos, tenho meu pai, tenho o Ni, tenho minhas meninas, mas há tanta coisa que merecia ter a sua opinião, a sua alegria, a sua bronca, a sua presença!
Sei que o que não tem remédio, remediado está, mas ainda sinto MUITO a sua falta no meu presente e no meu futuro. Ainda sonho como poderia ter sido. E nem vou falar hoje como eu sinto sua falta como a vovó de minhas meninas porque senão eu vou chorar mais do que posso agora já que daqui a pouco tenho que buscar a nossa Ana Luisa na escolinha. Mãe, ela é tão linda como pessoa: prestativa, carinhosa e atenciosa! Você ia adorá-la e ia me dar bons conselhos em como agir com sua rebeldia de três anos. Lembra como você sempre falava que eu nessa idade era terrível? Pois é, eu queria tanto saber mais sobre isso agora. Você sabe: meu pai é bem quieto, na dele e não fornece todas as informações que eu sempre quero, eu tenho que ficar arrancando dele como sempre (Lembra? rs) e eu não tenho irmãos para lembramos juntos tanta coisa e isso faz muita falta! A Ana Julia é uma fofa! A senhora não a conheceu (e isso me dói muito), mas ela está naquela fase linda que a senhora presenciou da Ana Luisa quando começou a andar, a rir muito, a "conversar" muito, gritar até. Ela é só sorrisos! Mas é um pouquinho mais brava que a Ana Luisa era. Quando a Ana Luisa ou a gente tira algo dela, ela fica bem nervosa, mas é uma meiguiçe só a maior parte do tempo, exatamente como a Ana Luisa era nesse época, lembra?
Mãe, eu tenho tanto para te falar, mas eu tenho que terminar essa carta agora. A vida continua, a vida arrasta a gente para a frente com nossas obrigações, deveres e prazeres. Mas queria te dizer hoje, 1 ano após seu falecimento, que ainda continuo com muita saudade, ainda sinto uma vazio em minha vida apesar dela ser quase próxima do ideal que sempre sonhei. Tudo está e caminha para o que me faz feliz, mas sua ausência é muito sentida por aqui! Por todos nós, por seus familiares e amigos!
Mãe, queria muito seu colo, sua risada e sua presença agora, mas sei que isso não é possível e sei que tenho que viver minha vida da melhor maneira possível, mas nem sempre isso é fácil. Assim que entrou agosto, me fechei, fiquei até sem folêgo, porque imaginava que quando completasse 1 ano, as coisas teriam ficado mais fáceis. Não ficaram, mas estranhamente hoje amanheci um pouco mais em paz. Com muita saudade, mas de certa forma um pouco anestesiada.
É, quem sabe daqui um tempo, essa saudade deixe de ser tão imensa, tão maior que eu, tão maior que minhas forças. Por enquanto, queria te dizer: Mãe, você teria orgulho de sua filha e de nossa família. Todos nós te amamos muito e sentimos sua falta!
Ah, li esse pensamento esses dias e acho que é mais ou menos isso que devemos esperar:
"Dizem que o tempo cura todas as feridas. Eu não concordo. As feridas permanecem. Com o tempo, a mente, protegendo sua sanidade, as cobre com cicatrizes, e a dor diminui, mas nunca vai embora."
Do mesmo modo que sua lembrança forte em nossas vidas nunca desaparecerá!
Te amo!

Coisas de nossa família! Um dia quase perfeito! 16/08/09

Sabe aqueles dias quase perfeitos quando estamos de bem com o mundo, com as pessoas e até conoscos mesmos?
Esse dia foi no domingo dia 16 de agosto. E olha que o mês de agosto é agora porta de entrada para pensamentos tristes e de saudades.
Mas estava um dia lindo. Estava quente (clima bom depois de muitos dias de chuva e frio), ventava de forma gostosa, não tinha muita gente na rua e não tínhamos compromisso nenhum a não ser ficarmos juntos.
Além disso, estávamos no nosso quintal na frente de casa: espaço de sobra, sombra e clima bom.
As meninas estavam felizes, sem manhas, choros, ou briguinhas. Estavam se sentindo livres, leves e soltas. Explorando o ambiente, os insetos, as folhas do chão e a lei da gravidade. O Ni ali por perto completando aquele cenário de filme feliz.
E eu?
Eu estava sentada em uma cadeira com os pés para cima só observando e curtindo aquele som delicioso de felicidade no ar!
Simples assim!
Mas não é de forma simples que a felicidade sempre aparece?

Coisas de nossa família! Dia dos pais! 09/08/09

Nosso dia começou cedo. Em torno das 3 ou 4 da manhã. Não sei quem acordou primeiro, se foi a Ana Luisa ou a Ana Julia, mas quando consegui distinguir que aquelas conversas, risadas, gritinhos e outros sons não vinham de nenhum sonho, levei um susto enorme: a Ana Luisa estava dentro do berço da Ana Julia.
Consegui perceber em segundos que tudo estava bem e fiquei tentada a voltar a dormir, mas de repente escuto a nossa menininha mais velha dizendo para a Ana Julia esperar que ela já voltava. Nesse segundo, meu coração gelou: e se ela tentasse tirar a irmãzinha do berço? Ah, não! Eu sabia que tinha que levantar!
Como já era dia dos pais, chamei o Ni para ir comigo. Afinal, ser pai é participar, não é? E lá fomos nós, meio acordados, meio dormindo, e elas a mil por hora. Felizes da vida com nossa companhia.
Brincamos (de leve para não despertar mais ainda), lemos estorinha, abraçamos, beijamos e quando o cansaço e o sono parecia que começaria a nos dominar, aconteceu:
A Ana Julia querendo algo que estava com a irmã deu 7 passinhos de uma só vez. Ela já estava ficando em pé, dando 2 ou 3 passinhos até o final do 9º mês e nessa madrugada do dia dos pais, aos 10 meses e 13 dias ela deu os primeiros passos maiores em direção à sua futura liberdade.
Nós já passamos por isso com a Ana Luisa aos 9 meses e a emoção com a Ana Julia teve todo o brilho que já tivemos antes. Foi lindo! Foi mágico! Deu vontade de chorar!
Que maneira gostosa de começar um dia tão especial como o dia dos pais. O dia daquele com quem compartilho dois dos maiores presentes que já ganhei: nossas menininhas!
Feliz Ni!
Feliz pai!
Os homens da minha vida. Aqueles que de modo tão distintos me fazem sentir mais gente, mais humana, mais parte de algo que não troco por nada: nosso família!
PS: Ana Julia está andando cada dia mais e a Ana Luisa cada dia mais danada tentando superar a atenção que sua irmãzinha está começando a ganhar por onde vai. E lá vamos nós compreender essa nova fase e ajudá-las a entender que há lugar para todas em nosso enorme coração.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Coisas de Ana Luisa! O botão! 03/08/09

Estória que aconteceu alguns dias atrás:
Estávamos eu, o Ni e a Ana Luisa jantando juntos (Ana Julia estava dormindo) e a Ana Luisa a mil por hora (que novidade ... rs)
Bem, estávamos bem, felizes, conversando, mas a Ana Luisa falando cada vez mais, pulando cada vez mais, falando alto, gritando, cantando, subindo e descendo e o Ni tentando me contar algo.
Aí de repente o Ni olha pra ela e pergunta rindo:
-Ana Luisa, aonde é que desliga o botão? Vem aqui para eu ver...
Ela:
-Annn? (Quando ela não entende muito bem, ela vira a cabeça, os olhos e fica perguntando annn?)
Ele fala:
-É, vem aqui e me fala aonde é o seu botão de desligar!
Ela mais do que brava e já emburrando responde gritando:
-Não tem botão não! Eu não sou televisão!
Foi só risada na sala de jantar e muito abraço apertado nessa fofura danada!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Coisas de Ana Luisa! A primeira aula de inglês! 28/07/09

Ah, sempre imaginei esse dia chegando, mas parecia que nunca chegaria: minha filhinha estudando inglês na escola da mamãe dela.
Ela ainda está em um período de experiência. Período que toda criança nessa faixa etária (3, 4, 5, 6 anos) passa quando entra lá na escola: mais ou menos um mês indo para ver como se adapta antes dos pais comprarem o material ou pagarem alguma coisa.
A mesma coisa deve e vai acontecer com a Ana Luisa. Por enquanto, ela usa uma cópia do material, mas do mais participa como todas as outras crianças.
Nunca entrou uma criança nessa faixa etária que não tenha gostado (quem não gosta de brincar, jogar, pintar, cantar músicas e ainda aprender algo diferente com teachers bem legais?), mas pode acontecer da criança ainda não estar preparada para esse processo, para se concentrar, para ficar mais um tempo longe de casa, dos pais e de tudo de bom e confortável que há por lá, então fazemos esse período de experiência e depois conversamos com os pais.
Nossa escola atende crianças a partir de 3 anos e além de proprietária e professora de inglês há 21 anos, minha monografia de final de curso da faculdade foi sobre a aprendizagem de línguas em diferentes faixas estárias, mas especificamente na infância. Então, sei muito bem das vantagens de se iniciar cedo (pronûncia, facilidade de escuta, gosto pela língua, pensamento na língua estudada ao longo dos anos, etc, etc - daí a importância dos teachers-nada daquele negócio de "eu comecei a dar aulas para kids porque é mais fácil e tal -por favor, hein? É uma GRANDE responsabilidade) Não é que se esperarmos alguns anos isso tudo não possa acontecer porque aprende-se SIM (só não se deve esperar muito, muito tempo para iniciar para não correr o risco do caminho se tornar um pouco mais sinuoso. Mas é bom lembrar de novo que aprende-se sim em qualquer faixa etária, mas as dificuldades ficam um pouco maior a cada etapa da vida de um ser humano, não impossível, nunca impossível, mas com mais pedrinhas no caminho -e mais responsabilidades na vida- ... bem, esse é um tópico longo com muita informação legal, mas para outro post, um outro dia, ou melhor para uma conversa no ambiente de trabalho, pois aqui quem deve falar deve ser a mamãe Luciana...rs)
Bem, pode-se iniciar mais tarde na infância sim, mas a questão é que se há a possibilidade e condição financeira e se a criança está feliz com as aulas, com a dinâmica, com as teachers , com o ambiente, tudo colabora ainda mais para o sucesso e o término de um curso de inglês (ou outra língua) com fluência.
Então, o que realmente queria dizer é que estamos no período de experiência com a Ana Luisa. Ela foi a três aulas e já ficou bem em sala (só no primeiro dia ficou bem tímida antes), mas ainda estamos no processo de desvincular a mamãe dela do ambiente. Ela se sente em casa por lá e às vezes pergunta por mim, quer brincar lá fora, quer entrar na sala dos teachers, quer pegar os brinquedos dessa sala, quer pintar, colar, exatamente como fazia quando ia lá me esperar. Ali é uma extensão da casa dela ainda. Vai demorar para ela se sentir aluna, mas estamos caminhando. Ainda não conversei certinho com a professora para ver sua atenção, concentração, e se ela está preparada para estudar esse semestre. Só conversei como mãe. Logo, logo vou ter a conversa como diretora pedagógica.
Vamos ver! Mas de qualquer forma já estou feliz por ela! Porque sei que ela vai se divertir muito! Agora ou no próximo ano.
Sei que ao longo dos anos até se formar, ela vai passar por várias e inúmeras fases (ânimo, preguiça, entusiasmo, vontade de ficar em casa, realizações, conquistas, etc) Mas não vejo a hora da gente poder conversar em inglês o tempo todo! Não vejo a hora de viajarmos todos juntos aos EUA quando ela for adolescente e ela usar tudo o que aprendeu ao longo dos anos. Sei que tudo isso demora a acontecer, mas sei também pela experiência que isso acontece sim, então é difícil não sonhar!
Mas calma, eu sei que tudo isso não acontece da noite para o dia, é um processo eficaz, mas longo. Mas se só dela já saber os números de 1 a 10 em inglês eu já me sinto muito orgulhosa, imagina quando a gente puder conversar mesmo!
Mas prometo aqui neste espaço que ao longo dos anos não criarei ansiedade em mim (muito menos nela), prometo apenas incentivá-la e ajudá-la se ela pedir minha ajuda.
Nossa, nem tinha idéia do quanto tudo isso poderia me fazer sonhar, o quanto essa possibilidade me deixaria feliz!
Calma Luciana, calma! Ela tem apenas 3 anos! rs

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Coisas de Ana Luisa! A escola nova! 27/07/09

Em fevereiro de 2008, Ana Luisa estava com 1 ano e 6 meses (quase 7). E foi nesse período que ela começou a ir para a escolinha.
Ela já andava há 9 meses, já corria, já sabia o que queria (mesmo não sabendo diferenciar muito bem o que podia e o que não podia), não falava muito bem, mas se comunicava perfeitamente expressando o que queria ou não. Era uma menininha ávida por novas experiências. Ela sempre foi bem independente por natureza (desde bebezinha) e sempre demos oportunidade para ela desenvolver esse lado tão importante no ser humano.
No final de 2007, eu fui conhecer algumas escolas, a levei para ver as salas e por mais que meu coração ficasse apertado por vê-la atingir mais uma etapa do seu crescimento, eu sabia que ia ser bom para ela.
Escolhemos uma escola baseada em localização, estrutura física, coordenadora, atividades, etc. Nessa época minha mãe ainda era viva e me ajudou muito a refletir sobre a decisão. Não seria a minha primeira escolha já que pensava em colocá-la na escola que estudei meus primeiros 11 anos de vida escolar, mas a localização e a situação de saúde de minha mãe não possibilitaria ter a ajuda de meu pai para nos ajudar a levá-la e buscá-la tão longe de casa. Escolhemos uma que gostamos muito também, mas que era mais perto.
E assim começou a ano de 2008 e a primeira experiência de nossa menininha mais velha na escolinha. E tudo correu muito bem. Acredito que em parte por sua personalidade e em parte pela maneira com que nós a criamos.
Ela ficou tímida no início, mas não chorou, não se agarrou a mim eternamente ... ao longo de alguns minutos, suas mãos foram se soltando da minha à medida que ela via as crianças brincando, a areia e os brincando chamando sua atenção. A professora veio, falou com ela, a chamou, ela foi meio resistente a princípio, mas rapidamente estava sorrindo meio tímida. Aí, eu me afastei pouco a pouco, fiquei olhando de longe, com o coração apertado por vê-la tendo um mundo sem mim. Coração apertado, mas muito feliz por mais essa conquista, por mais essa etapa em sua vida. Esse era o meu papel: mostrar a ela de corpo e alma que aquela experiência era boa!
Ao longo desse um ano e meio que ela estudou por lá, houve algumas situações que discordei da postura da professora ou da escola, mas coisas contornáveis. Nada que fizesse com que repensasse nossa escolha. Além disso, a Ana Luisa adorava cada segundo por lá, cada coleguinha, cada atividade, cada professora, cada coisa aprendida, e ela aprendeu bastante: aprendeu o conceito de esperar, dividir, aprendeu as vogais, as formas, aprendeu o conceito de amizade, de menina e menino, teve a experiência de subir no palco, de se apresentar, aprendeu que existe um mundo sem nós, mas que sempre estaremos esperando por ela no final do dia, aprendeu que ela pode ser ela mesma em casa ou na escola.
Houve uma época que foi muito difícil deixá-la na escola. Isso começou a acontecer em maio ou junho de 2008 quando eu estava grávida de 5 ou 6 meses da Ana Julia. Todo aquele processo fácil do início ruiu. Ela se agarrava em mim, não queria ficar, não queria fazer parte de tudo aquilo que ela tanto amava. Fiquei apreensiva, depois triste, até desesperada ao longo das semanas. Conversei na escola e me disseram que nada estava acontecendo por lá, que nada havia acontecido, que ela estava bem, que depois do choro e desespero inicial ela ficava bem, muito bem, menos de minutos após sua chegada.
Não foi uma época fácil para mim: ela se agarrando a mim, chorando, não querendo se desprender de mim, querendo ficar comigo e eu tendo que ir trabalhar, tendo que chegar logo depois na escola e estar bem, sorrindo, feliz, animada com minha aula e meus alunos como eles merecem minha atenção e postura. Eu fazia tudo isso, ninguém percebeu, mas por dentro foi uma luta conseguir passar por isso e não demosntrar nem para ela, nem para ninguém.
A antiga coodenadora um dia me chamou, me confortou, me mostrou caminhos e me alertou que já que na escola tudo estava bem só podia ser o fato da minha barriga já estar ficando cada dia mais aparente, maior, mostrando que algo diferente estava para acontecer de verdade. Me emprestou um livro para ler com ela sobre essa fase na vida de uma criança e gostamos tanto que até compramos um para ela fazer o que quisesse: ler, amassar, pintar, ler de novo, sentar em cima, qualquer coisa, contanto que percebesse através da literatura que outras pessoas passam por isso (dois pontos com uma coisa só: a literatura e a mensagem). Pouco a pouco, ela melhorou, mas ainda me lembro de estar parada em frente da escola, tentando olhá-la de longe, tentando espiar sua vida no parquinho de diversão após uma despedida dramática para mim. Ela já estava bem, brincando, se divertindo, mas eu aproveitei que era sexta-feira e não tinha aula aquele dia e fiquei ali por muito tempo chorando de soluçar por toda aquela situação (imagina a situação: mãe preocupada e grávida ao mesmo tempo). Mas passou! (Tanto que depois que a bebê nasceu, ela nunca mais agiu assim no portão da escola, só em casa...mas isso é estória para outro livro, outro dia...rs)
Bem, mas depois que a bebê nasceu nossa rotina familiar mudou um pouco. A Ana Luisa precisava (e ainda precisa) do seu cochilo diurno e deve ser no máximo no início da tarde senão ela cochila assim que chega da escola (ela estudava no período vespertino). Às vezes, antes da Ana Julia nascer, ela acabava cochilando ao voltar da escola e isso bagunçava seu sono noturno. Não era o ideal, mas a gente dava um jeitinho e acompanhava seu pique até altas horas, mas depois da irmãzinha, isso era humanamente impossível. Então a hora do almoço virou uma guerra com estratégias, horários, e desespero para fazê-la dormir logo depois que almoçasse. E isso envolvia outra guerra para acordá-la, arrumá-la para ir para a escola. Resumindo: ela começou a não ir para a escola comigo (eu tenho aula, não posso me atrasar), começou a chegar atrasada todos os dias e como eu não podia buscá-la no seu horário de saída, eu acabei não podendo mais participar de sua vida escolar tão fisicamente quanto antes.
Em 2009, a escola que ela estudava encerrou suas atividades matutinas, então optamos por deixá-la por lá no período vespertino mesmo torcendo para que alguma coisa mudasse em sua rotina (tentamos de tudo). Mas nada mudou e o estresse e a correria continuaram (só que agora com uma bebezinha maior em casa). Fui na escola conversar, expliquei toda nossa situação, mas a coordenadora me disse que não haveria turma no período matutino (só SE em 2010 houvesse bastante procura) e que era quase certeza que em 2010 abriria uma turma de nivel 1 baby (minha dúvida para uma turminha para a Ana Julia já que as duas devem estudar em uma mesma escola).
Então, com muita dor e dúvida em meu coração, colocamos a Ana Luisa em uma outra escola no período matutino esse semestre. Senti muita falta de minha mãe para me ajudar nesse processo, mas decidimos e ela já começou a ir para a escola nova. Não foi fácil a decisão já que não havia motivos para a mudança (a não ser a mudança de período), além disso, ela gosta muito de sua vida na antiga escola e não sei se ela já entendeu de fato o que aconteceu.
Para ajudá-la nesse processo, nas férias ela frequentou uma colônia de férias (local novo, tias novas, amiguinhos diferentes, etc) e acho que isso foi válido. Mas ela está achando que a nova escola agora é uma colônia de férias. Quando estou dirigindo para lá, eu pergunto aonde estamos indo e ela fala colônia de férias. Ela chega feliz, fica bem, e sai feliz, mas não faz nenhum comentário sobre o que se passou por lá. Eu pergunto e ela ou fica quieta ou fala de outra coisa (nisso, ela puxou a mim: enquanto eu ainda não tenho uma opinião formada sobre algo, eu fico quieta, eu fico pensativa). Ela frequentou a nova escola por uma semana. Bem nos dias chuvosos, frios, e feios desse inverno. E assim tudo fica meio sem cor.
Bem, acho que na verdade está sem cor para mim porque ela está irradiando vida e alegria como sempre!
Acho que eu estou sofrendo mais por ela do que ela mesmo está sentindo tudo isso, mas esses dias ela começou a falar das tias da outra escola e dos antigos amiguinhos e eu quase chorei porque não queria que ela estivesse passando por isso tão cedo.
Eu sei que a vida é assim mesmo e que não poderemos manter o mundo perfeito e colorido para ela para sempre e em todos os momentos, mas ainda não consigo falar sobre isso, sobre essa nova fase. Não estou arrependida de tê-la mudado de período e sei que está em boas mãos também, mas ainda está sem cor para mim.
E isso me lembra quando aos 15 anos eu cheguei de avião em uma cidadezinha ao leste dos EUA. Sozinha, inverno, árvores sem folhas, só galhos e para piorar sem sol e chovendo. Indo de carro para a casa que me hospedaria por aquele ano tudo que eu conseguia pensar era:
"Será que tudo isso, todas essas pessoas, todas essas casas, todo esse mundo vai um dia ter cor para mim?"
E teve! Pouco a pouco meu mundo por lá teve um dos coloridos mais lindos de minha vida.
E isso me dá esperança para essa nova fase da nossa menininha mais velha (esperança para mim também porque como já disse, eu acho que estou sofrendo mais do que ela). Sei que decidimos tudo isso pensando no bem de todos aqui em casa e isso acalma um pouco o meu coração! Mas ainda não está sendo fácil!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Coisas de Ana Luisa! Os 3 anos e as possibilidades! 25/07/09

Toda vez que eu procurava saber sobre alguma atividade para a Ana Luisa, a resposta era sempre a mesma: quando completar três anos (colônias de férias, ballet, natação infantil, inglês).
Dia 08 de julho ela completou três aninhos e as portas do mundo começaram a se abrir para ela.
Nao que eu queira essa tal da porta do mundo aberta assim tão cedo, mas algumas atividades são importantes desde que na dose certa e com prazer para a criança.
Não quero e não sou o tipo de mãe que pretende entrar na corrida louca das atividades já pensando no futuro profissional e pessoal da sua cria. Longe disso!
O que pretendo buscar são atividades prazerosas para ela, que possam atender suas necessidades de gasto de energia, de uso de sua criatividade inerente e que a deixem feliz!
É lógico que já há preocupação com coisas básicas e necessárias como aprender a nadar por exemplo já que pretendemos ter piscina em casa quando formos construir, mas há também as necessidades que devem ser planejadas e pensadas a longo prazo como a aprendizagem de idiomas por exemplo. E há também a preocupação de mostrar para ela desde cedo o prazer de se fazer algo que goste ou que seja importante e de também aprender a abraçar alguma atividade física e ter prazer com isso.
Haverá muitas obrigações na vida e se pudermos mostrar que o que parece obrigação para muitos pode ser prazer para outros, será melhor para ela . Depende do enfoque!
Eu acho que toda criança ao longo dos anos deveria ter a oportunidade de aprender a nadar, aprender outras línguas, aprender a apreciar arte, música e culinária, aprender que a leitura é um mundo lindo e envolvente, aprender a escrever (não digo escrever letras e sim pensamentos e idéias),encontrar um esporte que goste (ou dança) porque tudo isso ajuda a crescer com mais segurança, com mais garra, com mais ousadia, com mais possibilidades, com mais companheiros, com mais sabor!
Não sei como serão suas escolhas, mas gostaria de poder oferecer a ela, pouco a pouco, os caminhos para quem sabe facilitar essas futuras escolhas.
Mas acredito que tudo isso deva ser com prazer, focando o lado lúdico, da socialização, da interação, da alegria. Deve aprender a ser responsável e ter limites sim, mas deve ter a possibilidade de brincar muito, de se descobrir sem qualquer tipo de pressão.
Agora é a fase de brincar e de brincar de aprender (no bom sentido da expressão) e a criança aprende muito com isso. E nós adultos nunca deveríamos nos esquecer da importância do mundo lúdico para a criança.
Bem, escrevi tudo isso só para dizer que ela foi pela primeira vez a uma colônia de férias em uma escola de artes e A-D-O-R-O-U cada momento!
E eu?
Eu adorei que ela tenha gostado! Adorei ver sua carinha feliz!
Quem é pai ou mãe sabe que só isso já torna o dia mais feliz para qualquer adulto!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Coisas nossas! A franjinha da mamãe! 20/07/09

E não é que a mamãe finalmente conseguiu o que achava que seria legal ouvir? (pelo menos um pouquinho para sentir o gostinho)
Pois é, já ouviu um estranho dizer:
"Nossa, como a sua filha parece com vc!"
Só isso já valeu o corte (e o estranhamento inicial ) na franjinha da mamãe! :)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Coisas e desejos: Amizade! 20/07/09

Ontem, dia 20/07, foi o dia considerado o dia do amigo e esse dia especial para algo tão importante em nossas vidas me fez refletir sobre o que gostaria para minhas menininhas.
Sei que tudo o que posso fazer é desejar e dar a elas uma boa base e exemplo sobre as coisas da vida e principalmente sobre o respeito a tudo e todos.
Do resto, tudo é ainda um grande mistério: Quem serão seus futuros amigos? Encontrarão pessoas com uma base de vida e princípios parecidos com os nossos? Sofrerão com algumas amizades?
Nada é certo com relação ao futuro, mas posso e devo dar uma boa base e desejar que elas encontrem ao longo da vida bons e fiéis companheiros.
Às vezes, muito me preocupo sobre aonde vão estudar e que lugares vamos frequentar porque fico pensando que essas escolhas podem determinar quem serão seus futuros amigos e isso é algo essencial na vida de uma pessoa.
Sei que muita coisa não irá depender totalmente de mim, mas sei também que ainda não consigo deixar de pensar e refletir sobre isso. Aliás, sobre muitas coisas, como por exemplo: a melhor maneira de guiá-las, ensiná-las, desafiá-las (no bom sentido da palavra), tratar da saúde, educação, estímulos, disciplina, etc, etc,etc. Coisas que quem é pai ou mãe pensa e muito a respeito. E como pensa!
Mas procuro fazer o melhor e espero de coração que encontrem ao longo da vida pessoas que as façam sorrir ao chamar de amigo ou amiga. Espero que encontrem bons amigos para todos aqueles momentos quando eu não puder estar ao lado delas diretamente. Ou se elas assim o preferirem.
Isso me dói, mas eu sei que chegará um dia que eu não serei essencialmente a número um na vida delas. Daí a importância de sermos um porto-seguro para elas! Daí a importância de amigos e amigas do coração!
Ah, e espero também que encontrem em seus namorados e maridos um amigo também porque aí a vida se torna quase perto da perfeição. Mesmo que às vezes, as coisas não saiam como planejadas ou sonhadas.
Amigo: alguém para nos fazer sentir especiais em pequenos ou grandes momentos. Alguém para compartilhar momentos bons e tristes, alegrias ou tristezas. Alguém para quem retribuir tudo isso seja não só satisfatório, mas essencial.
Amigo: aquele que dá mais cor e som aos anos de nossa vida.
Que elas possam ter amigos do coração!

sábado, 18 de julho de 2009

Coisas de Ana Luisa! A franjinha! 17/07/09

3 anos e 9 dias. Esse foi o tempo que a Ana Luisa levou para cortar pela primeira vez seu fofo cabelinho (melhor dizendo, sua fofa franjinha).
Ela não chupa chupeta! Ela não usa mamadeira! Ela não usa fralda (só a noite por insistência da mamãe)! Ela toma banho sozinha (ou acha que toma, pelo menos)! Ela já vai para a escolinha! Ela já tem idade para começar a fazer inglês, natação ou balé! Mas nunca tinha cortado o cabelo!
Por que levamos tanto tempo para fazer isso?
Primeiro porque ela nunca teve tanto cabelo assim. Era bem ralinho quando bebê e quando começou a crescer a gente foi deixando, ficando feliz com a novidade e deixando.
Aí, começamos a amarrar com uma xuxinha, depois com mais cabelo com duas xuxinhas, aí a irmãzinha nasceu e os dias voaram!
E agora, com o cabelo já incomodando, eu dei a idéia a ela (é a melhor tática com essa menininha que sabe o que quer aos 3 anos) e ela já não falava em outro coisa!
Ah, mais uma etapa a caminho do crescimento...
Sei que parece uma coisa banal, mas ao cortar seu cabelo pela primeira vez, senti minha menininha crescendo e se desprendendo de mim pouco a pouco, se tornando cada vez mais um indíviduo.
E eu ali, ao lado dela, lembrando em um flash todos os nossos momentos tão juntas, até aqueles na barriga comigo.
Sei que pouco a pouco sua independência só vai aumentar, mas mesmo quietinha
(e sem tirar tantas fotos) eu espero participar de todos os seus grandes momentos.
P.S. Sei que todos os pais acham seus filhos as coisas mais lindas e preciosas do mundo, mas eu preciso falar: eu adorei ela de franjinha. Ficou uma fofa!