domingo, 26 de outubro de 2008

O silêncio! 26/10/08

Para vocês, minha família linda: Queria dizer que todo mundo em casa já foi dormir.
O marido tão cansado quanto eu nem aguentou dizer boa noite.
A Ana Luisa brincou tanto hoje que dormiu mais rápido do que pude perceber.
A Ana Julia já uma mocinha (amanhã faz um mês) adormeceu gostoso em meus braços.
Até nosso cachorrinho está dormindo espatifado no meio do corredor.
A única acordada em casa sou eu.
Estou tão cansada que desacelerar não acontece de um minuto para outro.
Ando pela casa, abro um livro, folheio uma revista, vejo meus emails, dou uma olhada no orkut, bebo água, vou ao banheiro, abro a geladeira, mas nada acalma minha mente acelerada.
Resolvo então dar uma olhada nas pequenas.
Primeiro vou no quarto da Ana Luisa:
Que menina linda ela está! Como está grande! Como essa meninona de dois anos e 3 meses já foi pequenininha? Como ela um dia coube em mim? E como está tão esperta, tão querida, tão mocinha de si! Cada dia mais interagindo de uma forma que me deixa de queixo caído com seu jeito especial! Que personalidade gostosa e intrigante!
Depois vou checar a Ana Julia:
Que sono gostoso! Que tranquilidade em sua respiração! Como está crescendo rápido! Amanhã já vai fazer um mês. Não acredito que já saiu de minha barriga e convive conosco de uma forma tão absurdamente intrínseca. Não existimos mais sem ela. Como é gostoso perceber nela nosso amor!
Olho para o lado e lá está meu marido:
Ás vezes parece surreal que já temos duas filhas, que já estamos juntos há milhares de anos, que convivemos bem, que discordamos, mas que procuramos respeitar um ao outro, que sonhamos parecidos, que já descobrimos muitos de nossos defeitos e apesar de não gostarmos deles, conseguimos conviver ou contornar. Ás vezes parece mentira que somos uma família. Aquela que sonhava quando menina.
Venho aqui escrever sobre isso porque nada mais natural do que colocar para fora tudo que se sente.
Venho aqui escrever sobre isso porque olhá-los dormindo encheu de paz meu coração. Foi como se a tranquilidade me abraçasse suave. E por pouco não acordo cada um deles com beijos, afagos e um abraço apertado só para dizer:
"Amo vocês! Cada um de uma forma única, mas todos de uma forma que me completa como pessoa."
Como é bom amar!
Como é bom se deixar amar!
Como somos bobos! Como nos deixamos dominar por detalhes do dia-a-dia que nos deixam tristes, magoados, ou irritados e que no final das contas não são tão importantes como imaginamos no auge do cansaço ou do sono.
Olho de novo, beijo suave cada um, e deixo para dizer pessoalmente só amanhã.
Sei que não devemos deixar para depois o que de bom podemos fazer hoje. Sei que carinho e amor devem ser espalhados no momento que se sente já que não podemos prever o minuto seguinte.
Mas a essa hora, decido deixar meu carinho e amor registrados em forma de palavras. Só quem tem dois filhos em casa e ainda dessa faixa etária sabe o quão valioso é esse momento de silêncio e paz!
Vou dormir! Minha mente está em paz!
E só eu sei como preciso dessas horas de silêncio e descanso!

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