sábado, 18 de outubro de 2008

Mãe também é gente! 17/10/08_Comemoração Dia do Professor!



Para quem não sabe, eu sou professora de inglês. Dou aula há 20 anos.
É uma vida maior do que eu imaginaria quando criança ou adolescente. Não era meu sonho, mas me apaixonei quando comecei e fiz disso minha vocação e profissão.
Depois de algum tempo dando aulas, me tornei sócia-proprietária de uma escola de idiomas e descobri outra vocação, ser empresária e gerenciar.
Continuo dando aulas, mas sou responsável pela parte pedagógica da escola e minha sócia, pela parte administrativa.
Gostar do que faz e fazer com responsabilidade e vontade é o segredo de qualquer profissional bem sucedido e posso dizer que somos bem sucedidas.
O problema de não ser empregado é que não temos como nos desligar totalmente do que fazemos, seja nas férias ou na licença-maternidade. Já voltei a "trabalhar" aqui em casa. Vejo emails, circulares, provas, boletins e preparo as aulas de vídeo das sextas-feiras. Tenho reunião marcada com os professores dia 08/11. Sendo assim, algum dia dessa semana, tenho que deixar tudo pronto para essa reunião de quase fim de ano da escola.
Ontem dia 17/10, fomos a um restaurante na cidade comemorar o dia do professor. Sempre fazemos saídas com todos como forma de nos encontrarmos em um ambiente fora da escola e podermos conversar, distrair.
Foi bom! Sair é sempre gostoso quando estamos com pessoas por quem temos carinho. Além da comida e bebida diferente do dia-a-dia. Mas confesso que me senti um pouco culpada e perdida por estar longe de minhas meninas e da minha rotina de ficar em casa.
Não ficamos muito tempo, mas mãe e culpa é algo que anda junto, mesmo que não tão intensificado. É algo que não se desliga automaticamente, mas que vale a pena tentar. Afinal de contas, mãe também é gente, é mulher, é pessoa, é amiga, é ser humano!
Senti saudade, mas estava ali de corpo e alma sim.
Mas confesso que foi estranho sair de casa para me distrair pela primeira vez depois que a Ana Julia nasceu, foi estranho voltar a dirigir e foi estranho não estar com o Ni. Mas ao mesmo tempo, foi bom!
Foi uma forma de ter mais fôlego para essa jornada de ser mãe e me lembrar que sou gente e pessoa também.
Fiquei fora duas horas! Horas agradáveis, mas que me pareceram uma eternidade.
Na volta, levei pizza para o Ni e picolé para todos. Voltei e a Ana Julia estava quase acordando. Nem sentiu minha falta. A Ana Luisa ficou eufórica de ver sua mamãe de volta. E o Ni aliviado de ter com quem dividir as obrigações. E é lógico, feliz em me ver. Em ver sua mulher, não apenas a mãe de seus filhos!
Somos sempre muitas pessoas e cada uma tem uma beleza.
Mas hoje em dia (desde que a Ana Luisa nasceu) nada se compara à força e beleza de ser mãe. Aliás, nada se compara à força de se ter um companheiro e filhos.
Nada se compara à força de se ter uma família!
E é nessa força que podemos nos tornar ainda melhores e mais humanos em todas as nossas outras facetas!

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