sábado, 24 de maio de 2008

Dia das Mães 2008! Minha mãe! 11/05/08_ 20 semanas



Celebrar a vida do jeito que ela é! Assim deve ser a vida!


Lembro-me de quando era adolescente e vivia pendurada no telefone. Na época era telefone fixo. Não tinha telefone sem fio (pelo menos não em casa),msn, celular ou qualquer outra coisa que facilitasse a vida. Mas era muito bom simplesmente porque a vida era assim.

Lembro-me que havia uma mesinha para telefone daquelas que a gente senta para falar. E na mesinha tinha uma frase que ficou marcada em mim. Minha mãe havia comprado, eu acho.

O que estava escrito era: "Floresça aonde está plantado!" E essa frase me acompanha desde então!

É uma filosofia de vida que não precisa de muita explicação, pois se estou aqui e dessa maneira e não dá para mudar, tenho simplesmente que florescer.

Não vou mentir e dizer que isso é algo fácil, pois não é! Vejo bem agora com a situação da minha mãe. Ela está doente, não há previsão para quando ou se voltará a ficar como antes e eu sinto muito a falta dela, aquela ela que era até mais ou menos 2005. Mulher independente, trabalhadora, fiel a seus princípios, de pulso firme, dedicada a tudo que fazia e um tanto quanto inocente das mudanças da vida. Pessoa de muita fé, determinada, responsável, e até muito caxias. Tinha muitos defeitos e a gente não tinha muito a ver em muitos aspectos, mas sinto sua falta para passear à toa, para me ajudar a decidir coisas importantes e simples , para viajar, para ficar junto. Ela está muito diferente do que era e isso me dói muito, mais do que digo em voz alta. Sinto muito a sua falta! Sua doença principal (doença de addison) nunca a impediu totalmente de viver a vida, mas está mais acentuada agora. Além disso, ela caiu em 2006 e fraturou bastante e em vários lugares e por alguns motivos ainda não está podendo caminhar (qdo voltará, ainda não sabemos), sua catarata fechou e acredito que nesse semestre ainda a levaremos a CG para operar. Então, aquela pessoa que citei acima, não existe mais por completo. Ela não está podendo andar, não está podendo ver, e esquece muita coisa devido a vários fatores de sua doença e manter uma conversa com ela é ter que repetir várias vezes as mesmas informações e isso me deixa muito triste. Não é aquela minha mãe de sempre. Ainda não consegui digerir isso direito devido à falta que ela me faz. Não tenho irmãos, tenho ela, meu pai, e agora a minha própria família mais por perto. E o que mais queria é que ela voltasse a ser um pouquinho mais ela mesma por ela, por mim, por meu pai e por todos que a querem bem.
Ela acompanhou minha primeira gravidez de perto e participando, mas quando a Ana Luisa nasceu ela já tinha caído, então não me acompanhou como sempre imaginamos. Não pode me ajudar nos preparativos do casamento e não pôde me ajudar a escolher meu vestido, como sempre eu imaginei. Parece bobeira, coisas que podem se resolver sozinha, mas só quem passou por isso sem poder contar com a ajuda da sua mãe que sempre esteve ali por vc, entende o que quero dizer. Não pôde acompanhar inteiramente o crescimento da Ana Luisa, sua primeira neta, não está podendo acompanhar essa minha segunda gravidez, mas sei que sem isso, sua vida e a do meu pai teriam perdido quase que totalmente o brilho. Digo quase totalmente porque sua fé continua inabalável, digna de admiração!
Mas é isso, o que queria dizer é que essa é a nossa realidade do momento. Ainda não totalmente digerida, mas é isso. Ainda totalmente surreal às vezes, mas é isso. E vivemos procurando florescer aonde estamos. E assim vamos vivendo. Vivendo intensamente cada momento e esperando por dias melhores sim!

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